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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Lembro como se fosse hoje, filha.

 
Lembro como se fosse hoje, filha. Você nasceu um pouquinho antes do esperado, como um presente inesquecível de dia das mães. Ao chegar de uma série de conferências fui surpreendido pela notícia de que você estava “chegando” no hospital, em outra cidade. Depois de ver-te pela primeira vez, em uma incubadora, com olhos grandes e arregalados (azuis, como os meus!) voltei de carona para casa. Confesso que não dormi naquela noite, mesmo com a música suave da chuva que caía. Eu era pai pela primeira vez. E agora? Como seria tudo?
Permita-me pular alguns anos. Quatro anos atrás.
Lembro como se fosse hoje, filha. Aquela última semana em casa não foi fácil, não é mesmo? Eu sempre discursei que não sofro antes da hora. Procuro viver assim, você sabe. Naquele dia – o último dia – foi dureza. Para todos. Especialmente para você.
Sempre tem um momento que a ficha “cai”.
Lembro como se fosse hoje, filha. Você e suas coisas foram deixadas no quarto, no Unasp. E a hora mais dura sempre está reservada para a despedida. Confesso que foi difícil segurar o choro. Um óculos escuro, estrategicamente guardado no carro, foi o disfarce mais idiota para esconder as lágrimas de um pai que iria experimentar, pela primeira vez, a saudade da primeira joia mais preciosa lá de casa.
Foi doloroso demais, aquele retorno para casa.
Lembro como se fosse hoje, filha. O dia estava findando. O choro represado de todos só foi liberado, poucos metros adiante, quando sua irmãzinha começou a soluçar e, pelo espelho retrovisor, vi seu irmão afagando carinhosamente a cabeça dela. A vida seria diferente lá em casa. E para você, longe, também.
Eu poderia ter mudado toda a história naquele dia.
Lembro como se fosse hoje, filha. Menos de cinco quilômetros depois de sairmos veio uma vontade incontrolável de dar meia-volta, retornar ao colégio, pegar você e suas coisas e voltarmos todos para o nosso cantinho. Até hoje não entendo como não fiz isso!
A distância e a saudade foram desafiadoras. Demais!
Lembro como se fosse hoje, filha. Com uma mistura de orações e lágrimas intercedia todos os dias por você. O choro vinha fácil, tipo amargo-doce. É o custo inexorável do crescimento que a vida cobra da gente. E crescer, você sabe, dói.
 
Quatro anos depois e aqui estou eu, em um quarto do Unasp, escrevendo estas linhas. A chuva cai lá fora, como música suave – como naquela noite em que você nasceu.
É hoje o seu dia. A sua formatura, filha! Não sei o porquê, mas as lágrimas insistem em embaçar os óculos que eu não tinha em 2009. Contudo, são lágrimas de alegria, gratidão. Tipo doce-amargo… Parabéns! Hoje, você alcança um degrau importante e imprescindível em sua carreira. Virão outros. E mais outros! Cada vez mais importantes e desafiadores.
Ah, sei que você quer casar em três anos. Por alguma razão, eu entendi seis. Mas não vou sofrer antes da hora. Prometo.
Que o Pai do Céu continue sendo o primeiro em sua vida.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O fim na minha geração - Livro Missionário

Enfermeira conta porque vibra com a entrega de livros missionários

Eliete Carvalho Coelho, 34 anos, é casada e tem um filho de cinco anos. No seu dia a dia de enfermeira, seja em sala de aula ou no hospital, ela não perde uma oportunidade de presentear amigos ou desconhecidos com os livros missionários lançados a cada ano pela Igreja Adventista em parceria com a Casa Publicadora Brasileira. Neste primeiro semestre, ela já entregou 700 livros. Além disso, Eliete liderou dois projetos com o coral do qual é pianista, em que foram doados 9 mil exemplares. Veja como ela trabalha e o que a motiva.


Conte algumas reações interessantes dos que foram presenteados.

Eu tenho várias histórias, não caberiam no blog (risos). Uma vez mandei entregar um livro para o piloto no avião, o que faço há anos, assim como a minha mãe. E o piloto agradeceu no alto falante para todo mundo ouvir, dizendo meu nome. Foi bem legal. Teve outro piloto que foi até minha poltrona agradecer e convidou meu filho para conhecer a cabine do avião. Dessa vez eu tinha entregado o livro O Grande Conflito para o piloto e o livro missionário para o restante da tripulação. O piloto ficou feliz porque disse que adora ler.

Uma vez entreguei para uma moça do caixa do supermercado. Ela ficou tão grata que me deu uma revista de receitas em troca. Soube também de uma pessoa que já está guardando o sábado porque recebeu o livro na caixinha do correio de sua casa, como resultado de um projeto que minha família realizou o em Paraíso de Tocantins, TO, entregando livros na casa dos moradores de cinco bairros.

Mas a experiência mais interessante que tive, aconteceu quando trabalhava na UTI Pediátrica. Entreguei o livro Ainda Existe Esperança para todas as mães das crianças internadas. Uma delas, que estava com a criança em estado bem grave, agradeceu-me com lágrimas nos olhos e pediu para comprar mais cinco exemplares. Dei mais alguns livros para ela e logo depois sua criança teve alta.

Como é o envolvimento da tua família nesse trabalho?

Meu filhinho de cinco anos é entregador-mor de livros. Desde pequeno, ele participa de tudo o que fazemos. Quando moramos no Tocantins, e não tínhamos carro, nós íamos para igreja no sábado entregando folhetos no caminho. É ele que me lembra muitas vezes de levar livros para entregar.

Meu marido tem o mesmo espírito. Essa semana ele perdeu a carteira dele com os documentos. Chateado com a situação, ele disse que reverteria isso em bênção, refazendo seu último trajeto, perguntando sobre sua carteira, e doando um livro para quem o ajudasse.

Mas o maior exemplo vem dos meus pais. Minha mãe e eu estamos disputando para ver quem entrega mais livros esse ano. Meu pai, por exemplo, já teve a ousadia de ir a um velório católico e entregar 50 folhetos sobre a morte, inclusive para o padre.

Como você tem influenciado outras pessoas?

No momento, sou pianista do coral Expressão Jovem do Unasp, campus São Paulo. Nesse ano, fizemos um retiro espiritual em Piedade, SP, e distribuímos 8 mil livros na cidade. Foi muito bom, todos ficaram muito empolgados. No Dia das Mães levei os coristas a um hospital, e lá entregamos mais 900 livros para mães, funcionários e acompanhantes. Estamos pensando em algum projeto para a segunda metade do ano. Queremos chegar aos 15 mil livros distribuídos!



Qual é a motivação para tanta dedicação?


Eu quero realmente que Jesus volte logo. E para isso acontecer depende da igreja. Eu sei que Ele vai ajudar a terminar a pregação do evangelho. Mas tenho que fazer minha parte. Li o artigo do pastor Alberto Timm e sei que Jesus poderia ter voltado em outros momentos, mas a igreja desanimou. Não quero que isso aconteça de novo, por isso, estou animando aqueles que estão perto de mim.

Você acredita que a volta de Jesus está próxima?

Eu tenho sentido que as pessoas estão realmente cansadas. Eu trabalho no setor de treinamento e desenvolvimento de um hospital como enfermeira da Educação Continuada e tenho tido a oportunidade de participar de reuniões com representantes de empresas, de produtos hospitalares e coordenadores de faculdades. Sempre entrego o livro missionário e muitos me agradecem pelo consolo que o livro traz.

Meu pai é adventista há quase 40 anos. Ele disse que nunca viu a igreja trabalhar tanto e com tanta intensidade como agora. Desde 11 de setembro de 2011, o mundo tem se transtornado e a igreja avançado. Tem um momento mais propício do que agora para Jesus voltar? A discussão sobre um dia de descanso "pipoca" todo dia em lugares diferentes no mundo. Estamos cada dia mais perto!

Agora é sua vez!

Envie para seus contatos o livro missionário digital

sábado, 22 de dezembro de 2012

Mensagem do Pr André Vieira

Mensagem do Pr André Vieira
“Em poucos dias o mundo cristão estará comemorando o Natal. As lojas nos shoppings estão repletas de pessoas, as casas enfeitadas, as mesas fartas de comida e todos, sem excessão, correndo como loucos de um lado para o outro. As vezes me pergunto o que será que faz com que tudo se transforme nesta época do ano e depois volte a ser o que era em poucos dias, como se nada tivesse acontecido??? Certamente, o verdadeiro significado do Natal vai muito além das tradições, enfeites e presentes. É uma época onde todos deveríamos aproveitar para nos aproximarmos mais uns dos outros, reconhecendo o privilégio da vida e acima de tudo, nos lembrarmos que tudo que somos, temos e esperamos do futuro, como esperança que nos move, devemos a um bebe que nasceu a 2000 anos atrás em Belém e que cresceu para  tornar-se nosso Deus e Salvador, o Senhor Jesus Cristo! A Ele todo o louvor e glória, agora e para todo o sempre… em sua vida também, amém.”
Pr Andre Vieira.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A polêmica decisão de Angus T. Jones, de “Two and a Half Men”

 
Essas são algumas das chamadas para matérias de conteúdo praticamente idêntico sobre a conversão do ator Angus T. Jones (que interpreta o personagem Jake na série Two and a Half Men”) e seu depoimento sobre a série em que trabalha. Angus, é nada mais nada menos do que um dos atores jovens mais bem pagos da TV norte-americana.
O ator, atualmente membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, nos EUA, em entrevista ao site religioso Forerunner Chronicles, disse:
“Se você assiste a ‘Two and a half men’, por favor, pare de assistir. Eu estou em ‘Two and a half men’ e não gostaria de estar. Pare de assistir e encher sua cabeça de nojeiras. [...] As pessoas dizem que é só entretenimento, mas pesquisem sobre os efeitos da televisão no seu cérebro. Eles não são bons. É preciso tomar uma decisão em relação à televisão, especialmente ao que você assiste”.
Você pode imaginar a polêmica que a decisão de servir a Deus unida a uma fala como essa está gerando. Os comentários feitos por leitores de blogs seculares que publicaram sobre o assunto são vulgares, e recriminam a atitude de Angus.
Eu entendo perfeitamente o que Angus diz sobre a série em que trabalha. Durante algum tempo eu a assistia diariamente, e às vezes, em dois horários diferentes (almoço e janta). Como uma jovem adventista comum, eu me achava madura demais para ser influenciada por um seriado tão nojento (como o próprio Angus descreveu), mas estava lá, almoçando e rindo com tamanha futilidade. Até que um dia eu me senti profundamente incomodada. Creio que era a voz do Espírito Santo trabalhando em minha mente. Daquele dia em diante, decidi que trocaria o tempo que eu gastava com seriados, lendo a Bíblia e o Espírito de Profecia. Em seis meses havia terminado de ler vários livros de Ellen White e outros autores, e toda a Bíblia. Foram 6 meses de desintoxicação mental e fortalecimento espiritual. Não tenho como explicar a você os frutos disso. É uma experiência muito pessoal e íntima com Deus.
O interessante aqui é que hoje, não sinto prazer em assistir seriados como “Two and a Half Men”. Isso, porque é impossível conhecer a Deus como conheci depois que tomei aquela decisão, e voltar a sentar diante de uma TV para se entreter com tamanha vulgaridade. Imagino que essa é a experiência atual de Angus. Conhecendo um Deus como é o único Deus do universo, é esperado que cada dia mais ele sinta o desejo de estar distante do personagem que interpreta a tantos anos.
“É lei, tanto da natureza intelectual como da espiritual, que, pela contemplação nos transformamos. O espírito gradualmente se adapta aos assuntos com os quais lhe é permitido ocupar-se. Identifica-se com aquilo que está acostumado a amar e reverenciar.” Mente, Caráter e Personalidade, Vol 2.
Fonte: http://mulheradventista.com/

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ex-pastor evangélico é alcançado em Carapicuíba




 
Ex-pastor evangélico recebendo o livroNo mês de novembro aconteceu o Festival Missionário, evento ligado ao Ministério Pessoal da AP. Estiveram envolvidos os distritos de Barueri, Vila Dirce e Jardim Silvânia, ambos localizados na cidade de Carapicuíba. Ao total foram batizadas 28 pessoas durante o período de pregações.

Entre as inúmeras histórias de conversão que aconteceram durante a colheita, existe uma que chamou muita atenção.  Edson Leite, morador da Vila Dirce, em Carapicuíba, foi pastor durante 20 anos de uma tradicional igreja evangélica pentecostal.

Pr.Valmiro ministrando a cerimôniaEle já estava assistindo à TV Novo Tempo fazia alguns meses, mas recebeu a visita de alguns irmãos que entregaram para ele o Livro “A Grande Esperança”.  “Ao entrar em contato com a literatura, um novo mundo se abriu pra mim. Eu sou muito objetivo com as minhas coisas, principalmente com as coisas de Deus. Deus me falou qual era a igreja certa e eu fui até ela”, diz o novo membro da Igreja.

O pastor Valmiro Santos afirmou que o festival teve um foco no discipulado. “O objetivo é que todos os irmãos se envolvam no trabalho missionário. Estamos muito felizes, gratos a Deus e, em 2013, nós iremos avançar”, diz o líder espiritual.

Para o pastor Paulo Korkischko, secretário da AP, o propósito da associação é  alcançar pessoas como o ex-pastor Edson, que estão sendo despertadas em virtude do contato com o livro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Ator de seriado dá testemunho de sua fé

Repercute no mundo do entretenimento testemunho dado pelo ator Angus Jones, que faz o personagem Jake no seriado norte-americano Two and a half men, do canal CBS. Em entrevista ao canal virtual Forerunner Chronicles, da igreja norte-americana Forerunner, em outubro desse ano, o ator falou sobre sua crescente fé em Deus, em como esta tem afetado sua vida e aconselhou aos fãs: “não assistam mais a Two and a Half Men”. Também falou em programas da Igreja Adventista do Sétimo Dia. O rapaz foi batizado recentemente na Igreja na região de Los Angeles, nos Estados Unidos.
“Se eu não estou fazendo o trabalho de Jesus, Deus pode me levar agora, já posso morrer. Não quero contribuir para o plano dos inimigos. Eu até poderia pensar, ‘posso ser um cristão e trabalhar na série’, mas, não. Não posso. Você não pode ser um bom cristão estando em um programa de televisão como esses. Eu sei que não posso”, disse ele, hoje com 19 anos, há 15 trabalhando como ator. Durante a entrevista, editada em vídeo com meia hora de duração, Jones fala longamente sobre os caminhos que o levaram à religião, fé abraçada com força por ele nos últimos meses graças a supostos sinais que teria recebido de Deus.
“No dia 22 de janeiro, eu estava conversando com um amigo e, na época, não sabia se continuaria no programa ou se iria para a faculdade. Ele me disse que, se estivesse no meu lugar, continuaria na série por causa da situação da sua família. Aquilo me atingiu de uma forma interessante, porque esse cara é um guitarrista muito talentoso que sequer tem amplificador. Depois ele ficou me perguntando um monte de coisas e logo percebi que não era ele e, sim, Deus falando por ele”, explicou.
A informação de hoje, quarta-feira, 28, é a de que Angus Jones se desculpou pelos ataques feitos à série em um vídeo que foi divulgado recentemente na internet. “Eu peço desculpas se fui desrespeitoso com meus colegas. Nunca foi minha intenção”. Angus disse ainda ser grato por ter trabalhado com a equipe pelos últimos 10 anos, e afirmou que as pessoas se tornaram parte de sua família. “Tive lições de vida de muitos deles, e nunca esquecerei o impacto positivo que eles tiveram na minha vida.”

Posicionamento adventista - O diretor de comunicação da Igreja Adventista na América do Norte, George Johnson, disse, em nota oficial, que os adventistas estão felizes com a presença de Angus Jones e que desejam proporcionar um bom ambiente para ele exercer sua fé. Sobre seus comentários a respeito do programa, Johnson disse que os mesmos refletem o ponto de vista do ator. [ Por Felipe Lemos, com informações do Portal Terra]

terça-feira, 2 de outubro de 2012

'Estou vivo por um milagre', diz sobrevivente do Carandiru

O ex-detento e atual pastor evangélico Jacy de Oliveira onde era o Pavilhão 9 do Carandiru, hoje um parquinho infantil do Parque da Juventude (Foto: Flavio Moraes/G1) 
O ex-detento e atual pastor evangélico Jacy de Oliveira, no lugar que, segundo ele, se localizava o Pavilhão 9 do Carandiru - hoje um parquinho infantil do Parque da Juventude.

Jacy Lima de Oliveira tinha 27 na época da invasão da polícia.
Preso como suspeito, ele entrou com ação contra o Estado.

 

Jacy Lima de Oliveira afirma lembrar todos os detalhes daquele 2 de outubro de 1992. As imagens, o cheiro, e, principalmente, os gritos. "Foi um inferno na Terra, estou vivo por um milagre", lembra o ex-presidiário da antiga Casa de Detenção e sobrevivente do massacre que deixou 111 mortos, quando há 20 anos a polícia de São Paulo invadiu o pavilhão 9 da penitenciária após um início de rebelião.
"Eu sobrevivi, eu vi a história, eu pisei em sangue que dava quase na canela, e isso não é exagero, não! Ouvi gritos que até hoje ecoam na minha mente", contou Jacy ao G1, em uma entrevista feita no Parque da Juventude, construído após a implosão dos pavilhões do Carandiru e inaugurado em 2003. "Quando venho aqui eu me sinto livre, feliz de estar vivo. E me sinto também muito triste por saber que aqui morreu muita gente, e que os crimes estão impunes. Na verdade isso aqui é um tapete em cima de um grande montão de sujeira."

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sobreviventes de guerra falam aos alunos de Escola Adventista






Alunos do colégio com o casal AbrahanOs horrores da Segunda Guerra Mundial estão marcados na vida de milhares de famílias que sofrem até hoje com os traumas. Um grupo de judeus, na época do holocausto, foram covardemente eliminados. Os que sobreviveram contam a dramática história. É o caso do casal polonês e de origem judaica, Ben e Miriã Abrahan.
O relato  do casal aconteceu na Colégio Adventista da Vila Yara neste mês de setembro em um programa especial. A senhora Miriã falou da sua infância na época da invasão alemã no território polonês. Eles tiveram que mudar para o interior, porém as perseguições aos judeus se intensificaram, obrigando-os a fugirem para a floresta.
Um dia, Miriã foi buscar alimento aos familiares e presenciou o assassinato de toda a sua família. Sobreviveu graças a ajuda de uma família cristã católica, que ofereceu abrigo com a condição de que ela fosse responsável por cuidar dos filhos do casal e das tarefas domésticas.
A aluna Fernanda Kuroski, ficou impressionada com os detalhes comoventes da história. “Foi legal saber mais sobre a guerra por pessoas que presenciaram todo aquele horror e tortura. Desta maneira, sabemos mais coisas que não estão relatadas em nenhum livro, mas sim na memória de cada um deles”, diz.
 A senhora Miriã relatando a experiência do holocaustoO senhor Ben Abraham continuou a palestra descrevendo com clareza e riqueza de detalhes o contexto histórico da Segunda Guerra Mundial e sua vida em campos de concentração. Ele passou por diversos até ser libertado em Auschwitz, com escorbuto e tuberculose. Abraham afirmou que sua sobrevivência foi um milagre, pois na época nem existia cura para tuberculose.
Para os estudantes foi um momento ímpar. Ao final da palestra, houve um momento aberto para  perguntas. Os estudantes destacaram que a palestra os ensinou não só como um assunto da grade curricular, mas com lições para a vida. “Pude refletir de que não posso reclamar da vida, pois tenho uma casa boa, comida, seria um pecado reclamar até da lição de casa”, diz o aluno Flavio Arbache.
O casal gentilmente doou  livros para a Biblioteca do Colégio e apelou para que os alunos sejam mensageiros daquela história. Relatar aos outros os horrores da Guerra, para que fatos históricos como daquela natureza nunca mais se repitam.
Há 13 anos, a Associação Paulistana tem uma comunidade judaica. O pastor da comunidade, Rogel Maio Tavares, disse que as reuniões religiosas têm uma frequência regular de 100 pessoas a cada sábado. Ele também destacou que no último domingo, dia 16, aconteceu a comemoração da passagem do ano novo pelo calendário civil judaico.

paulista.org.br

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Escolha de fé: jogador de futebol abandona os campos para seguir sua religião

Por ser adventista ele não poderia treinar e jogar aos sábados e por isso optou por outra carreira jogando apenas em times amadores.


Erik Lima Santana poderia ter tido uma carreira brilhante no futebol ao lado de seus amigos Kaká e Júlio Batista, com quem jogou nas categorias de base do São Paulo. Mas a vida tinha outros caminhos para esse ex-jogador que enfrentava um dilema: por ser adventista ele não podia jogar aos sábados.
Na época em que jogava, Erik acabou deixando a religião de lado, até que em certo momento de sua vida ele precisou escolher, optando em continuar com sua fé. “Eu sempre fui adventista. Mas quando comecei no futebol, deixei a religião um pouco de lado. O problema era aos sábados. No futebol, temos de trabalhar. Mas na religião, era proibido”, conta o ex-jogador.
Em entrevista para o canal de Esporte do portal UOL ele conta que ao se distanciar do futebol pode estudar, se formou em matemática e agora está terminando o curso de engenharia civil.
“Vou me formar nesse ano em engenharia civil, mas não quero parar de lecionar. É uma paixão. É uma vida puxada. Dou 54 aulas por semana, mas vale muito a pena”, conta ele.
Mesmo com tantos compromissos, Erik não deixou de praticar o esporte que tanto gosta e agora está jogando no Ajax, da Vila Rica, um grupo amador que está disputando a Copa Kaiser.
“No futebol de várzea, também é complicado conciliar a religião, mas é possível. Eu tenho sempre convites para jogar aos sábados, às vezes o time tem reuniões marcadas. Mas todos já sabem e não preciso comparecer”, diz.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

“A Grande Esperança” leva pessoas ao batismo em Itanhaém





Escrito por Comunicação AP   
Casal feliz, na igreja, e motivados para trazerem novas pessoas para o mesmo caminhoDurante o ano de 2012 a Associação Paulistana está investindo no trabalho de entrega de livros por todo o seu território. O projeto que foi lançado oficialmente no dia 24 de março  já tem mostrado resultados. É o caso de José e Maria Guerra, por exemplo. O casal, após entrar em contato com a literatura, acabou entrando para a Igreja Adventista.
Maria, um dia pegou o livro, misturado com as revistas, no salão de cabeleireiro do filho. “Comecei a ler e gostei bastante. Não largava mais o livro”, diz. José ficou curioso, porque a mulher estava toda hora lendo e resolveu ver com os próprios olhos o que era tão interessante assim. Também se identificou com a mensagem e, juntos, visitaram a igreja, que fica na mesma rua da casa deles.
Apesar de já pertencerem a outra religião, de acordo com Maria, foi amor à primeira vista. Tanto que o casal procurou saber o máximo possível sobre as crenças, e recentemente foram batizados. “Foi a decisão mais importante que tomamos e tudo o que aprendemos e vamos continuar aprendendo, é maravilhoso. Essas coisas aumentam o nosso amor”, declara José.
Atualmente, além de continuar estudando mais profundamente a Bíblia, o casal está dedicado ao evangelismo. Para eles, essa é a missão principal de todo cristão. “Preocupamo-nos com a salvação de todas as pessoas; devemos atender ao chamado feito por Jesus, e falar de Seu amor para o máximo de pessoas possível”, dizem.
Mesmo sendo oficialmente da Igreja Adventista há pouco tempo, eles já estão colocando em prática as novidades que tiveram a oportunidade de conhecer. Sempre que têm a oportunidade, falam sobre Jesus ao próximo. Assim foi com os familiares, vizinhos e conhecidos. De acordo com eles, a esperança aumentou e é isso que querem levar aos outros.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Atleta queniano dá testemunho de sua fé nas Olimpíadas de Londres 2012





Quando criança, Kirui diz que sonhava com uma vida além da aldeia local.Quando o adventista do sétimo dia, corredor de longa distância, Abel Kirui cruzou a linha de chegada, caiu de joelhos e inclinou a cabeça, oferecendo uma oração em celebração.


O mundo todo testemunhou seu gesto de gratidão quando o queniano de 30 anos ganhou a medalha de prata, na maratona, dos Jogos Olímpicos de Londres, Inglaterra.

Kirui é também assíduo ganhador da Maratona do Campeonato Mundial; ganhador do evento, em 2011, pelo maior tempo já alcançado, dois minutos e 28 segundo. Seu recorde pessoal de duas horas e cinco minutos de maratona o coloca em sexto lugar entre a elite de corredores de longa distância. Nessa modalidade, onde os atletas competem, com frequência, para benefício próprio ou pelo reconhecimento nacional, Kirui diz que encontra motivação para a glória de Deus.

“Cada corrida é uma oportunidade. O que digo a Deus é: ‘Onde quer que o Senhor me ponha, vou falar de Ti.’ Assim, toda vez que concluo a corrida, digo: ‘Agradeço a Ti, Deus’”, ele afirma.

Criado no Quênia, na zona rural, que ele carinhosamente chama de lar “humilde”, com a presença apenas materna, Kirui diz que aprendeu a depender de Deus na infância. Sua mãe, a quem cita como sua maior influência espiritual, o animou a frequentar a igreja, nos sábados pela manhã. Hoje, ele diz que seu hábito de oração, cedo de manhã, é herança dela.

domingo, 11 de outubro de 2009

Assaltante e traficante é convertido via rádio


Assaltante e traficante é convertido via rádio

GustavoPor Amilton Menezes
Além de assaltante e traficante de drogas, Gustavo foi dependente químico durante cinco anos. Nenhuma iniciativa da família ou clínica de recuperação resolvia a situação.
Foi num sábado pela manhã, enquanto fazia um trabalho ocasional como pintor, que Deus falou ao coração de Gustavo. Um homem deixou no canto da sala um radinho dizendo que a emissora que estava sintonizada passava lindas mensagens de conforto. Apesar de não levar em consideração, aceitou a idéia e passou a ouvir. Estava na hora do “Adoração e Louvor”, com o Pastor Bullón. A mensagem sobre o ladrão na cruz e o perdão recebido, tocou o coração e ali mesmo, diante do rádio, se ajoelhou e desesperadamente começou a clamar a Deus pedindo libertação.
Gustavo passou a ouvir a rádio com freqüência e ligou pedindo estudo bíblico. A locutora da rádio, Bianca Oliveira, desafiou-o a buscar o curso pessoalmente na rádio. Ele topou e Bianca estudou com esse ouvinte. Gustavo foi batizado dia 22 de agosto de 2009 e hoje a mãe e outros quatro familiares estão também sendo preparados para o batismo.
Gustavo tem uma tatuagem representando a morte em um dos braços. “É feia”, diz ele, “mas vai ajudar a levar muitas pessoas a Cristo”, garante animado.
Batismo do Gustavo
Batismo do Gustavo