O ator, atualmente membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, nos EUA, em entrevista ao site religioso Forerunner Chronicles, disse:
“Se você assiste a ‘Two and a half men’, por favor, pare de assistir. Eu estou em ‘Two and a half men’ e não gostaria de estar. Pare de assistir e encher sua cabeça de nojeiras. [...] As pessoas dizem que é só entretenimento, mas pesquisem sobre os efeitos da televisão no seu cérebro. Eles não são bons. É preciso tomar uma decisão em relação à televisão, especialmente ao que você assiste”.Você pode imaginar a polêmica que a decisão de servir a Deus unida a uma fala como essa está gerando. Os comentários feitos por leitores de blogs seculares que publicaram sobre o assunto são vulgares, e recriminam a atitude de Angus.
Eu entendo perfeitamente o que Angus diz sobre a série em que trabalha. Durante algum tempo eu a assistia diariamente, e às vezes, em dois horários diferentes (almoço e janta). Como uma jovem adventista comum, eu me achava madura demais para ser influenciada por um seriado tão nojento (como o próprio Angus descreveu), mas estava lá, almoçando e rindo com tamanha futilidade. Até que um dia eu me senti profundamente incomodada. Creio que era a voz do Espírito Santo trabalhando em minha mente. Daquele dia em diante, decidi que trocaria o tempo que eu gastava com seriados, lendo a Bíblia e o Espírito de Profecia. Em seis meses havia terminado de ler vários livros de Ellen White e outros autores, e toda a Bíblia. Foram 6 meses de desintoxicação mental e fortalecimento espiritual. Não tenho como explicar a você os frutos disso. É uma experiência muito pessoal e íntima com Deus.
O interessante aqui é que hoje, não sinto prazer em assistir seriados como “Two and a Half Men”. Isso, porque é impossível conhecer a Deus como conheci depois que tomei aquela decisão, e voltar a sentar diante de uma TV para se entreter com tamanha vulgaridade. Imagino que essa é a experiência atual de Angus. Conhecendo um Deus como é o único Deus do universo, é esperado que cada dia mais ele sinta o desejo de estar distante do personagem que interpreta a tantos anos.
“É lei, tanto da natureza intelectual como da espiritual, que, pela contemplação nos transformamos. O espírito gradualmente se adapta aos assuntos com os quais lhe é permitido ocupar-se. Identifica-se com aquilo que está acostumado a amar e reverenciar.” Mente, Caráter e Personalidade, Vol 2.
Fonte: http://mulheradventista.com/