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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Santa Maria e o pecado da moralização



 
Eu particularmente não vi, mas muitos relataram que alguns evangélicos estavam postando nas redes sociais bobagens sobre a tragédia na boate Kiss de Santa Maria (RS). Uns diziam que se os jovens tivessem na igreja eles estariam vivos. Outros diziam que a tragédia é a manifestação da ira de Deus sobre a sociedade permissiva. É caso para chorar!
Deus sabe o quanto fiquei triste com essa tragédia. Cada rosto despertou em mim um sentimento de luto. Aquele jovem poderia ser um parente meu, quem sabe um irmão ou um primo. Ora, poderia ser um grande amigo ou um colega de faculdade. Números em tragédias são impessoais, mas rostos não! Dei graças a Deus que a minha congregação levantou um clamor pelo consolo das famílias. Infelizmente, em muitas tragédias a igreja esquece de orar, enquanto se apressa em explicar.
Se você abriu a boca para falar “se eles tivessem na igreja estariam vivos” lembre, também, os templos sem manutenção provocam acidentes. A maioria de nós congregamos em templos sem nenhuma segurança. Sim, talvez você e eu corramos o mesmo perigo daqueles jovens… Já pensou nisso?
O pecado da moralização
Todas as vezes que uso a expressão “eu avisei” ou “bem feito”, logo me sinto em pecado.  Jogar na cara de alguém o erro com certo prazer de “arauto eficaz” é iniquidade. Sim, é transgressão quando você diz “eu avisei” para jogar ao desobediente o seu prazer mórbido no desastre dele. Isso se chama vaidade. É orgulho, o orgulho dos fariseus. É o pecado da moralização.
Vamos falar do pecado alheio? Sim, é claro, mas com dor no coração. Quando Jesus profere um longo discurso sobre os pecados dos fariseus Ele encerra dizendo: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” [Mateus 23.37]. Observe bem quanta lamentação, quanta dor no coração de Jesus com a incredulidade de Jerusalém. Se eu falo de pecado sem dor, eu peco. Motivo? Ora, estamos falando de seres humanos dos quais Cristo deu a Sua própria vida.
Portanto, nada dessas lições de moralismo. Sejamos prudentes. Paulo disse a Tito: “Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados”. [Tt 2.6 ARF], mas alguns versículos antes ele também exortou: “Ensine os homens mais velhos a serem sóbrios, dignos de respeito, sensatos, e sadios na fé, no amor e na perseverança” [Tt 2.2]. Será sobriedade, sensatez, fé sadia falar “bem feito” para jovens mortos em uma tragédia? Será amor e respeito mostrar o seu poder moralizador no calor da tragédia?
Tragédia não é para moralizar, é para chorar, ajudar. Ah, mas foi juízo divino, diriam alguns. Bom, você sabe? Você conhece todos os caminhos de Deus? O pastor que morre de bala perdida dentro da igreja foi fulminado pelo juízo? Ou você pensa que quando pecas continuamente e nada acontece se isso não é uma forma terrível de juízo divino?
Sinceramente, é triste ter que escrever um texto como esse diante de tanta bobagem dita por evangélicos na instrumentalização de uma tragédia. Encerro com as sábias palavras de Jesus:
“Naquela ocasião, alguns dos que estavam presentes contaram a Jesus que Pilatos misturara o sangue de alguns galileus com os sacrifícios deles.Jesus respondeu: “Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão”. [Lucas 13.1-5 NVI]
Por Gutierres Siqueira, jornalista.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Esperança para Você


 
Ao comentar com franqueza a difícil situação de sua vida, uma jovem disse: “Desejava ser popular entre os rapazes. Um dia, cedi à tentação no banco traseiro de um carro. Fiquei grávida e tive um bebê, mas logo perdi o filho que tanto amava e me tornei viciada em drogas. Agora sou prostituta.” E ela termi­nou seu relato perguntando: “Há esperança para mim?”
A história inquietante dessa jovem não é única. De uma ou outra maneira, representa todos nós nos momentos de opressão ou diante das mais variadas situações problemáticas. Quantas pessoas se sentem como essa mulher! Trata­se de seres que, em meio às suas angústias, almejam paz para o coração atribu­lado. Talvez seja o jovem de vida irregular que busca com ansiedade melhorar seu mundo interior, ou o adulto que necessita preencher o vazio da alma com um padrão diferente de conduta. Enfim, podem ser seus amigos ou os meus que procuram afeto e compreensão para o pesado fardo que suportam.
Todos esses corações angustiados fazem a si mesmos a grande pergunta: “Existe esperança para mim?” Aqui tenho o prazer de compartilhar uma res­posta favorável: “Sim, existe esperança!” Houve esperança para a mulher que venceu sua vida de libertinagem e hoje é uma nova pessoa. Continua havendo esperança para o jovem que perdeu seu rumo e para o adulto que sonha com uma vida plena e radiante.
Com essa visão positiva e otimista, veremos nestas páginas o enorme va­lor da esperança, e como nosso coração pode se encher de felicidade. A verda­deira esperança é muito mais que uma simples perspectiva ou mero desejo. É a certeza de que todo mal pode ser vencido, e que tudo o que está torto pode ser endireitado. É uma atitude mental tão renovadora que a chamamos de “âncora da alma, segura e firme” (Hebreus 6:19). É a âncora que sustenta a vida; que dá paz e segurança na tormenta; que tira a desesperança do coração angustiado.
Dois pacientes do interior do país acabavam de ser atendidos pelo mesmo médico. Quando o profissional recebeu os resultados das análises que havia so­licitado, deu o diagnóstico de cada caso. Um dos pacientes estava gravemente doente, com pouca chance de sobreviver. O outro não tinha nada sério, e espe­rava-se que sarasse em pouco tempo.
Devido à distância em que viviam os doentes, foram-lhes enviados pelo correio os respectivos diagnósticos, mas, por uma infelicidade, os nomes foram trocados. A consequência foi que o doente que tinha pouca possibilidade de se recuperar con­tinuou vivendo, ao passo que o outro morreu, embora sua doença não fosse séria.
A esperança salvou o paciente cuja doença era grave, e a desesperança ma­tou aquele cuja enfermidade era leve. Como se vê, a genuína esperança comuni­ca valor e otimismo, assegura a fortaleza espiritual e aumenta as defesas naturais do organismo. Como, então, não cultivar essa extraordinária virtude? Precisa­mos de esperança, ainda mais sabendo que o que é sentido no estreito âmbito do coração humano influencia a sociedade e o mundo.
O mundo de hoje
Como está o homem, assim está o mundo: com problemas de toda espécie e sem uma saída certa à vista. O próprio planeta está sendo sacudido por vio­lentos terremotos, devastadores furacões, perigosas erupções vulcânicas, ar­rasadoras inundações e desoladoras secas, além do temível “efeito estufa”, que está modificando o clima em diversas regiões da Terra. A esse quadro soma-se a obra predadora do homem, que contribui com a alteração do equilíbrio ecoló­gico da crosta terrestre. Mas essa realidade física, preocupante como possa ser, não é o aspecto mais relevante entre os problemas que afligem a humanidade.
O que mais afeta o mundo não são os desastres naturais, e sim as ações con­taminadas dos seres humanos, as injustiças cometidas contra os mais indefe­sos, o espírito belicoso dos mais fortes, a moral permissiva que arruína milhões de famílias, os vícios que degradam e encurtam a vida, a insegurança que insta­la o roubo e a morte nas ruas das grandes cidades. Esses são os piores inimigos que dominam a Terra, como resultado do egoísmo e da maldade sem restrição.
As palavras do antigo profeta Isaías poderiam ser aplicadas ao mundo de hoje: “As vossas mãos estão contaminadas, [...] os vossos lábios falam mentiras, e a vossa língua profere maldade. [...] Pelo que o direito se retirou, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar” (Isaías 59:3, 14). Mas, não importa qual seja a condição espiritual do mundo, uma esperança luminosa paira no horizonte.
O seguinte relato ilustra como pode estar próxima a esperança. Certa noite de densa escuridão, um homem caminhava por uma solitária vereda montanhosa. Numa curva do caminho, ele escorregou e caiu no precipício. Contudo, na queda, ficou enganchado num forte galho de uma árvore, com os pés pendurados no va­zio. Desesperado, o homem tentou subir pela árvore, mas isso lhe foi impossível.
Ali estava o pobre viajante: pendurado pelos braços, com os músculos em extrema tensão e o coração carregado de terror. Finalmente, sem forças, o infeliz se deixou cair no abismo. Mas, para sua incrível alegria, a queda foi de somente vinte centímetros! Ele estava a uma pequena distância da terra firme, e não sabia.
Muitas pessoas, e mesmo o mundo, podem hoje se encontrar à beira do pre­cipício, com a convicção de estar às portas da tragédia final. Mas por que não pensar também que existe uma esperança alen­tadora? Por que não considerar que a solução está à vista? Talvez tão próxima como a curta distân­cia que salvou a vida do viajante da montanha!
Nossa maior esperança
A verdadeira esperança não se limita a uma ati­tude mental positiva; é muito mais que o sonho de um otimista. Tampouco está baseada nas promessas encantadoras dos grandes líderes da Ter­ra. Na realidade, não existe ação ou pessoa que possa acender uma esperança estável no fundo do coração humano.
Então, onde está o segredo? Onde está a fonte de tão alta virtude? É uma utopia falar sobre ela, ou é algo alcançável? Ao longo da história, a humanida­de tem depositado sua confiança em sistemas políticos, para depois ficar total­mente desencantada, frustrada e sem esperança. Durante séculos, se pensou que a razão e a inteligência humana (os sistemas filosóficos) trariam esperan­ça para nosso planeta, mas, em vez disso, apenas ajudaram a aumentar a crise existencial das pessoas. Em contrapartida, milhões de pessoas nos asseguram que a maior esperança do mundo foi e continua sendo Jesus Cristo. Ele é a fon­te da esperança para o planeta e para cada um individualmente.
Esse humilde Menino de Belém, esse excelente Carpinteiro de Nazaré, esse ca­tivante Pregador que comoveu as multidões, esse sábio Mestre que compartilhou
o melhor ensino, esse ilustre Reformador que ainda continua transformando vidas, é o Filho de Deus, que veio ao mundo revelar o amor mais profundo do Universo e estabelecer a maior esperança de todos os tempos.
Procure onde quiser, e você não encontrará outro que se pareça com Ele. Convido você a conhecê-Lo como seu Salvador. Aproxime-se dEle, mesmo que seja apenas para saber de quem se trata. Você descobrirá o Amigo mais mara­vilhoso, como uma vez eu também descobri. Se preferir, não acredite de início nEle. Mas, com o coração sincero e com objetividade, analise a vida e a obra des­se supremo Personagem de ontem, de hoje e de sempre. Você se surpreenderá à medida que conhecê-Lo melhor.
Preparei esta obra de maneira coloquial, para você sentir que estou conver­sando com você sobre o assunto mais transcendente de todos. Gostaria de lhe dizer que, além de ser nossa maior esperança, Jesus é também nosso constante Ajudador.
Durante os dias da Primeira Guerra Mundial, realizava-se a famosa “prova de Kitchener”, por meio da qual eram testados os regimentos ingleses para ver se estavam preparados para ir à frente da batalha. A prova consistia em caminhar um longo trajeto pelas piores estradas, e, por fim, cada soldado deveria se encontrar em seu respectivo lugar, em correta formação.
Certo regimento de infantaria, que foi submetido a essa dura prova, tinha entre seus soldados um rapaz inexperiente e de pouca força física. A prova era realizada no norte da Índia, sobre um caminho desértico de areia, num dia de muito vento e calor. Durante os primeiros quinze quilômetros, tudo transcorreu bem, mas logo o jovem soldado começou a fraquejar.
Felizmente, seu companheiro era um soldado experiente e robusto, a quem o jovem disse: “Estou ficando cansado.” “Ânimo, pois falta pouco!”, respondeu o companheiro. Se você falhar, todos nós seremos reprovados. Dê-me seu fuzil!” Mais tarde, disse-lhe: “Dê-me sua mochila!” E assim, pouco a pouco, o esgotado jovem foi aliviando sua carga. Por fim, quando haviam passado pela difícil pro­va, entre os soldados estava um com as costas vazias. Seu corajoso companheiro havia levado a carga no lugar dele.
Quando, no caminho da vida, o fardo é pesado e temos dificuldade para continuar, convém recordar que também temos ao nosso lado um companheiro forte e vencedor: Jesus, o Filho de Deus. Ele pode tirar de nosso coração toda carga, toda dor, toda frustração, todo fracasso… Ele nos alivia o peso da vida e nos enche de renovadas esperanças. Ninguém pode nos ajudar tanto como esse Amigo!
Este foi o começo do livro. A história continua. Agora vem o melhor…
Para recordar:

1. Não importa qual seja a nossa situação, sempre existe esperança. Porém, a esperança deve ser colocada em Deus.
“Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor” (Jeremias 17:7).
2. A esperança é mais do que uma atitude mental positiva. É o olhar con­fiante que possibilita ver além da realidade visível.
“Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?” (Romanos 8:24).
3. A fonte da verdadeira esperança é Jesus Cristo, que nos une a Deus.
“Estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da pro­messa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo” (Efésios 2:12, 13).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Amaciarei teu leito na enfermidade

Amaciarei teu leito na enfermidade


O salmista escreveu o Salmo 41 num momento de grave enfermidade. Enquanto estivermos neste mundo, muitas vezes a enfermidade tocará nosso corpo. Jó, um homem íntegro como nenhum outro, ficou prostrado no leito de dor e agora Davi, vivendo uma vida de inteira dependência divina, sofre também as inclemências da enfermidade.
Muitas vezes Deus permite que a doença bata às portas de nossa vida, para que em nós “se manifestem as obras de Deus”. Louvemos o Seu nome se em meio às nossas lágrimas, Ele for glorificado. De outras vezes Deus permite que a doença chegue por algum motivo, redentivo-educativo que “ao presente não é motivo de gozo”, mas que o tempo se encarrega de mostrar-nos que Deus tinha razão. Será que através da doença, o Senhor não pode acordar-nos da letargia espiritual ou que a dor que vivemos no presente não está sendo um testemunho da misericórdia divina e da maldade do diabo diante das criaturas do Universo?
Enfim, o que realmente importa não é conhecer as causas, mas saber que na hora da enfermidade podemos contar com o conforto divino. “O Senhor o assiste no leito da enfermidade”, é a promessa do verso três, mas o salmista continua: “Tu lhe afofas a cama”.
A palavra hebraica hafak, usada na tradução como “afofas”, quer dizer literalmente “virar”, “trocar”. A ideia sugerida aqui pelo original é o conforto que o doente experimenta quando lhe é trocada a cama.
Dizem que uma das coisas que melhor revela a capacidade de uma enfermeira é quando ela é perfeitamente capaz de trocar a roupa de cama com o doente deitado sem que este sofra desconforto. Você pode perceber o que Deus está tentando dizer? Ele transformará o leito do sofrimento. Ele não promete sempre curar, mas promete proporcionar alívio e conforto ao doente e seus familiares.
“Não vos sobreveio nenhuma tentação [provação] senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados [provados] acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio da saída, para que o possais suportar” (I Coríntios 10:13).
Às vezes, quando visito alguém passando pelo vale do sofrimento, gostaria de ler para ele somente as promessas de cura e restauração, mas a realidade é que Deus não promete sempre curar. Às vezes, Deus diz: “A Minha graça te basta”. E como Paulo, temos que carregar o aguilhão na carne até o fim dos dias.
É ali que brilha a promessa do verso de hoje. As mãos divinas que abriram os olhos do cego, podem também vir para afofar o leito e confortar o coração aflito do doente e dos familiares.
Estou orando, enquanto escrevo esta mensagem. Orando e pensando em amigos queridos que passam pelo vale da dor e da enfermidade. Orando, para que possam experimentar a mão curadora ou a mão confortadora de Jesus, segundo a Sua boa vontade. – Alejandro Bullon

sábado, 27 de outubro de 2012

Provérbios 22:6 - fórmula infalível?






 O livre-arbítrio não nos exime de educar nossos filhos



O tex­to de Pro­vér­bios 22:6, na Ver­são Al­mei­da Re­vis­ta e Atua­li­za­da no Bra­sil, está as­sim tra­du­zi­do: “En­si­na a crian­ça no ca­mi­nho em que deve an­dar, e ain­da quan­do for ve­lho, não se des­via­rá dele.” Este tex­to tem cau­sa­do per­ple­xi­da­de a mui­tos, pois ge­ral­men­te é en­ten­di­do como ga­ran­tin­do que a crian­ça à qual fo­ram en­si­na­das as ver­da­des bí­bli­cas, não se des­via da fé, nem mes­mo na ve­lhi­ce. Mas o fato é que, mui­tas ve­zes, pais fiéis vêem, com o co­ra­ção do­lo­ri­do, seus fi­lhos dei­xa­rem a igre­ja e re­ne­ga­rem as ver­da­des nas quais uma vez cre­ram, a des­pei­to da boa ins­tru­ção dada a eles, des­de os mais ten­ros anos.


Es­ta­ria o tex­to de Pro­vér­bios 22:6 afir­man­do que crian­ças en­si­na­das nas ver­da­des bí­bli­cas não apos­ta­tam? Se as­sim for, onde fi­ca­ria a li­ber­da­de de es­co­lha (e até a de es­co­lher o mal) dada por Deus ao ser hu­ma­no? Que Deus res­pei­ta o di­rei­to de es­co­lha de cada pes­soa, está cla­ro em pas­sa­gens tais como: “Eis que, hoje, Eu po­nho dian­te de vós a bên­ção e a mal­di­ção” (Deut. 11:26); “Vê que pro­po­nho, hoje, a vida e o bem, a mor­te e o mal” (Deut. 30:15); “... te pro­pus a vida e a mor­te, a bên­ção e a mal­di­ção; es­co­lhe, pois, a vida, para que vi­vas, tu e a tua descendência” (Deut. 30:19); “... es­co­lhei, hoje, a quem sir­vais” (Jos. 24:15); “Se qui­ser­des e Me ou­vir­des, co­me­reis o me­lhor des­ta ter­ra. Mas, se re­cu­sar­des e for­des re­bel­des, se­reis de­vo­ra­dos à es­pa­da, por­que a boca do Se­nhor o dis­se” (Isa. 1:19 e 20).

Pas­se­mos, en­tão, à aná­li­se de Prov. 22:6. Uma tra­du­ção li­te­ral do he­brai­co fi­ca­ria as­sim: “Ins­trui a crian­ça no iní­cio de seu ca­mi­nho, e quan­do en­ve­lhe­cer não se afas­ta­rá dele.” A que esta­ria se re­fe­rin­do a ex­pres­são pos­ses­si­va “dele” (mi­me­nâ)? Pa­re­ce cla­ro que é ao “ca­mi­nho” (de­rek) da fra­se an­te­rior. Mas qual se­ria o con­teú­do des­sa ins­tru­ção? A res­pos­ta deve ser buscada no con­tex­to do ca­pí­tu­lo 22 de Pro­vér­bios, es­pe­cial­men­te em seus cin­co pri­mei­ros versos. Deve-se aten­tar, an­tes de tudo, que Pro­vér­bios 22 é um tex­to Sa­pien­cial, sen­do caracterís­ti­ca des­se tipo de li­te­ra­tu­ra sua for­te ên­fa­se na con­du­ta ou com­por­ta­men­to do indivíduo. As­sim, o ca­mi­nho do qual a crian­ça ins­truí­da não se afas­ta­ria, é o ca­mi­nho do “bom nome” (Prov. 22:1), da “pru­dên­cia” (22:3), da “hu­mil­da­de”, que leva ao res­pei­to pe­las coi­sas divi­nas (22:4), e do re­ti­rar-se para lon­ge do ca­mi­nho do per­ver­so (22:5). Des­sa ma­nei­ra, o tex­to es­ta­ria di­zen­do que, se des­de a in­fân­cia es­sas vir­tu­des (ho­nes­ti­da­de, pru­dên­cia, hu­mil­da­de) fo­rem en­si­na­das às crian­ças, elas po­de­riam per­du­rar por toda a vida.

Pos­si­vel­men­te o que mais atra­pa­lhe a com­preen­são de Pro­vér­bios 22:6, fa­zen­do-o até contra­di­zer ou­tros tex­tos bí­bli­cos so­bre o li­vre-ar­bí­trio dado por Deus aos se­res hu­ma­nos, seja o de to­mar o tex­to pri­mei­ra­men­te e tão so­men­te em sen­ti­do teo­ló­gi­co, ou seja, to­mar o “ca­mi­nho” no qual a crian­ça de­ve­ria an­dar como sen­do o das ver­da­des bí­bli­cas, nas quais de­ve­ria se­guir. Como vis­to no pa­rá­gra­fo an­te­rior, Pro­vér­bios 22:6 deve ser vis­to, pri­mei­ra­men­te, como um tex­to sa­pien­cial, com en­fo­que so­bre re­gras de bom com­por­ta­men­to, que os pais de­ve­riam en­si­nar aos fi­lhos. As­sim, o pri­mei­ro sen­ti­do é éti­co-com­por­ta­men­tal. A TEB (Tra­du­ção Ecu­mê­ni­ca da Bíblia) pa­re­ce ter cap­ta­do bem o sen­ti­do, ao tra­du­zir o ver­so as­sim: “En­si­na bons há­bi­tos ao jovem, em iní­cio de ca­mi­nha­da; não os dei­xa­rá, nem quan­do en­ve­lhe­cer.”

Uma pa­la­vra mais so­bre o re­fe­ri­do tex­to. Se al­guém pre­ten­de tomá-lo em sen­ti­do teo­ló­gi­co, com “ca­mi­nho” sig­ni­fi­can­do as ver­da­des bí­bli­cas a se­rem en­si­na­das às crian­ças pe­los pais, deveria fazê-lo to­man­do o ver­bo he­brai­co sa­var (“des­viar”) no sen­ti­do de “evi­tar”, “ces­sar”. Nes­se caso, o tex­to po­de­ria es­tar di­zen­do que uma pes­soa en­si­na­da nas ver­da­des da Pa­la­vra de Deus não con­se­gui­ria “des­viar-se” de­las, no sen­ti­do de “evi­tar” que es­sas ver­da­des lhe ve­nham à men­te, mes­mo vi­ven­do lon­ge de Deus, e não no sen­ti­do de que al­guém en­si­na­do nos ca­mi­nhos de Deus con­for­me con­ta na Bí­blia, está imu­ne à apos­ta­sia. To­ma­do em sen­ti­do teo­ló­gi­co, Provér­bios 22:6 de­ve­ria ser vis­to como um prin­cí­pio ge­ral, para o qual há mui­tas ex­ce­ções, das quais po­de­mos men­cio­nar al­gu­mas: Deus per­deu a ter­ça par­te de Seus fi­lhos (Apoc. 12:4, 7-9); Esaú tor­nou-se im­pu­ro e pro­fa­no, ape­sar da vida de fé vi­vi­da por seu pai Isa­que (Heb. 12:16); os fi­lhos do pro­fe­ta Sa­muel se tor­na­ram cor­rup­tos e não qui­se­ram imi­tar a vida pie­do­sa de seu pai (I Sam. 8:1-5).  Po­de­ría­mos di­zer, en­tão, que, se uma crian­ça pro­ce­de cor­re­ta­men­te dian­te de Deus, vi­ven­do de acor­do com Sua von­ta­de, é porque isso lhe foi en­si­na­do des­de nova, e que Provér­bios 22:6 não é uma pro­mes­sa di­vi­na de que uma vez que a crian­ça re­ce­beu as ins­tru­ções da Pa­la­vra de Deus, ela não apos­ta­ta­rá.

Ou­tro tex­to que, à se­me­lhan­ça de Pro­vér­bios 22:6, tem sido mal-com­preen­di­do, é o de Jeremias 31:16 e 17: “As­sim diz o Se­nhor: Re­pri­me a tua voz de cho­ro e as lá­gri­mas de teus olhos; por­que há re­com­pen­sa para as tuas obras, diz o Se­nhor, pois os teus fi­lhos vol­ta­rão da terra do ini­mi­go. Há es­pe­ran­ça para o teu fu­tu­ro, diz o Se­nhor, por­que teus fi­lhos vol­ta­rão para os seus ter­ri­tó­rios.” Este tex­to tem sido com­preen­di­do como uma pro­mes­sa de Deus de tra­zer de vol­ta para a igre­ja to­dos os fi­lhos apos­ta­ta­dos cu­jos pais per­ma­ne­ce­ram fiéis. Será que é isso o que o tex­to quer di­zer?

Uma re­gra bá­si­ca de in­ter­pre­ta­ção bí­bli­ca é olhar o con­tex­to de qual­quer tex­to da Es­cri­tu­ra, para ver sua apli­ca­ção pri­má­ria. Se olhar­mos o con­tex­to dos ver­sos 16 e 17 de Je­re­mias 31, veremos que eles se re­fe­rem pri­mei­ra­men­te ao ca­ti­vei­ro ba­bi­lô­ni­co. Esse ca­pí­tu­lo tra­ta do jú­bi­lo pela pro­mes­sa de li­vra­men­to do ca­ti­vei­ro, men­cio­na­da no ca­pí­tu­lo an­te­rior (cap. 30). O tex­to de Je­re­mias 31:16 e 17 deve ser ana­li­sa­do à luz de ver­sos como o de Je­re­mias 30:3: “Por­que ... muda­rei a sor­te do meu povo...; fá-los-ei vol­tar para a ter­ra que dei a seus pais, e a pos­sui­rão”, e de Je­re­mias 31:8: “Eis que os tra­rei da ter­ra do Nor­te e os con­gre­ga­rei das ex­tre­mi­da­des da ter­ra.”

Numa apli­ca­ção se­cun­dá­ria do tex­to de Je­re­mias 31:16 e 17, po­de­ria se pen­sar na pro­mes­sa de Deus de tra­zer os fi­lhos de pais cris­tãos de vol­ta ao re­dil. Mas isto só po­de­rá ocor­rer se es­tes fi­lhos con­sen­ti­rem com a atua­ção di­vi­na em sua vida e fo­rem re­cep­ti­vos à voz do Es­pí­ri­to San­to. Do con­trá­rio, Deus es­ta­ria vio­len­tan­do o di­rei­to de­les de es­co­lher o bem ou o mal (cf. Deut. 30:15 e 19).

Em con­clu­são, pode-se di­zer que Pro­vér­bios 22:6 não de­ve­ria ser en­ten­di­do como ga­ran­tia de que, uma vez en­si­na­da nas ver­da­des da Pa­la­vra de Deus, a crian­ça nun­ca apos­ta­ta­rá de­las. Como já foi men­cio­na­do, o tex­to em alu­são re­fe­re-se, pri­mei­ra­men­te, ao en­si­no de bons há­bi­tos às crian­ças, os quais ten­dem a per­ma­ne­cer por toda a vida.

Mas o fato de Deus res­pei­tar o li­vre-ar­bí­trio dado às pes­soas não deve le­var-nos ao des­ca­so quan­to a en­si­nar nos­sos fi­lhos nos ca­mi­nhos de Deus. Cer­ta­men­te, eles só po­de­rão op­tar pelo bem se este lhes for en­si­na­do, pois to­dos nas­ce­mos maus (cf. Efés. 2:3). Mas, após o en­si­no do bem, nos­sos fi­lhos é que de­vem to­mar sua de­ci­são, para o bem ou para o mal, e Deus a res­pei­ta. Para to­dos, pais e fi­lhos, as pa­la­vras di­vi­nas de Isaías 55:6 e 7 con­ti­nuam mui­to atuais: “Bus­cai o Se­nhor en­quan­to se pode achar, in­vo­cai-O en­quan­to está per­to. Dei­xe o per­ver­so o seu ca­mi­nho, o iní­quo, os seus pen­sa­men­tos; con­ver­ta-se ao Se­nhor, que Se com­pa­de­ce­rá dele, e vol­te-se para o nos­so Deus, por­que é rico em per­doar.”           


Ozeas Cal­das Mou­ra -  Editor da Casa Publicadora Brasileira

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Uma noite para a família




Um pai de família se encontrava arando um campo que estava junto a um canal de irrigação, enquanto seu filho brincava na beira do canal. Repentinamente o menino gritou: “Pai me ajuda! Estou caindo no canal!”
O Pai levantou a cabeça e viu seu filho segurando em uma pequena árvore que crescia junto ao canal. “Espera um pouco, filho”, respondeu o pai, “espera um pouquinho até que eu termine o que estou fazendo.” Incrível, não é verdade? Sem dúvida alguma.
Que pai deixaria o seu filho lutando sozinho contra a força da água. Como podemos ajudar nossos filhos contra as correntes de água que atingem suas vidas? Corrente de valores errados, etc.
Como acudi-los rapidamente?

Os pais têm entre outras, duas ferramentas de influência para transmitir valores: O exemplo é um ambiente de cordialidade. A Noite da Família é uma boa maneira de criar um ambiente saudável na família.
Separar uma noite em meio à semana para uma reunião formal da família pode ajudar a fortalecer os vínculos familiares.
Ellen G. White comenta: “Seja a conversação da família em redor da mesa de um caráter tal que deixe uma influência fragrante na mente dos filhosi
Geralmente o pai perde ótimas oportunidades de atrair seus filhos e vinculá-los consigo. Ao voltar de seu trabalho, deve considerar como troca prazerosa passar algum tempo significativo com eles.
Faça um plano.
É impossível edificar uma casa sem um plano. Para edificar uma família baseada na unidade e o amor, é preciso planejar.
Uma noite de família lhes ajudará a realizar isto. Para conseguir é necessário:
  1. Escolher uma hora específica da semana, reservada estritamente para a família.
  2. Eliminar qualquer tipo de distração.
  3. É importante fazer com que os membros de sua família saibam que esse tempo é para a família.
  4. O fato de separar um tempo com sua família traz uma mensagem poderosa, maior que as palavras.
  5. É importante a participação espontânea e organizada dos membros do lar.
  6. Os pais são responsáveis por liderar esta iniciativa.
  7. É importante que a reunião não seja muito longa. Os pontos que não foram tratados por tempo podem ser incluídos na seguinte semana.
Programa: Tem que ser informal e pode conter os seguintes pontos:
  1. Iniciem com uma oração.
  2. Uma curta leitura relacionada com a família.
  3. Conversar sobre os planos da família, em relação às férias, aquisições, dificuldades e desafios para melhorar as relações familiares.
Pode-se armar um calendário de atividades, onde se planejam as responsabilidades em relação aos deveres da casa, onde se estudam as regras internas da família, etc. Os filhos podem falar descontraidamente sob assuntos que precisa mais atenção.
  1. Momento da oração familiar. A família orando por suas próprias necessidades e por outras famílias.
  2. Em algumas ocasiões pode-se dedicar tempo para um momento de recreação em família.
  3. Pode-se desfrutar de um jantar especial.
A idéia de uma reunião formal por semana cria uma atmosfera de verdadeiro amor, ajuda a integração da família e proporciona um clima de paz e harmonia.
A maioria dos fatos que ocorrem no lar geralmente não é discutida formalmente pela família.
Por exemplo, para a compra de um carro, às vezes surge da iniciativa do pai que acha que já está na hora de trocar o carro, compartilha em algum momento com a esposa e no momento que se apresenta a oportunidade o compra. Não é assim? Que bom seria colocar na agenda da reunião familiar o assunto para ser discutido com o resto da família. Mesmo que as crianças estejam pequenas podem ser informadas da cor, marca e preço. Também se pode explicar aos membros da família a forma do financiamento e dividas que se adquirirão.  E assim serão parte do processo de compra.
Quanto mais estreitamente estejam unidos os membros de uma família em todo o que tem que fazer no lar, tanto mais elevadora e serviçal será a influencia que exerça cada um fora do lar... o que o mundo precisa não é tanto grandes intelectuais, se não homens bons que sejam uma bênção em seus lares” [i]
Já pensaram se todas as famílias tivessem uma noite exclusiva para a família? Quantos problemas se evitariam, quantas barreiras se romperiam?
Converse com teu cônjuge e defina um dia para a “Noite da Família” em tua casa.
Será realmente uma bênção.
Edison Choque Fernández
Ministério da Família, DSA

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Falsa esperança


 
A doutrina da imortalidade da alma, vinda da filosofia pagã, substituiu a verdade de que “os mortos nada sabem” (Eclesiastes 9:5). Multidões creem que os espíritos dos mortos são enviados à Terra.
A doutrina de que os espíritos dos mortos retornam para ajudar os vivos é a base do moderno espiritualismo. Se os mortos são pri­vilegiados com conhecimento que supera em muito o que possuíam antes, por que não voltariam à Terra para instruir os vivos? Se os es­píritos dos mortos estão próximos de seus amigos na Terra, por que não poderiam comunicar-se com estes? Como aqueles que creem no estado consciente dos mortos poderiam rejeitar o que lhes vem como “luz divina” transmitida por espíritos glorificados? Esse é um meio de comunicação considerado sagrado, mas através do qual Satanás atua. Anjos caídos aparecem como mensageiros do mundo dos espíritos.
O inimigo tem o poder de trazer à presença das pessoas a apa­rência de seus amigos falecidos. A imitação é perfeita, e é reproduzida com maravilhosa exatidão. Muitos são consolados com a afirmação de que seus queridos estão desfrutando do Céu. Sem suspeitar do perigo, dão ouvidos a “espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4:1).
Muitas pessoas acreditam que aqueles que morreram sem estar preparados estão felizes no Céu, e nesse lugar ocupam elevadas po­sições. Supostos visitantes do mundo dos espíritos às vezes proferem avisos e advertências que demonstram ser corretos. Então, estando ga­nha a confiança, apresentam doutrinas que contrariam a Bíblia. O fato de declararem algumas verdades, e poderem às vezes predizer acon­tecimentos futuros, dá às suas declarações uma aparência de crédito, de modo que seus falsos ensinos são aceitos. A lei de Deus é rejeita­da, o Espírito Santo é desprezado. Os espíritos negam a divindade de Cristo e colocam o Criador no mesmo nível em que eles próprios estão.
É verdade que os resultados de fraudes muitas vezes são apresen­tados como manifestações genuínas, mas tem havido também gran­des exibições de poder sobrenatural, atuação direta dos anjos maus. Muitos creem que isso é meramente uma impostura humana. Porém, quando confrontados com manifestações que não podem deixar de considerar sobrenaturais, serão enganados e levados a aceitá-las como o grande poder de Deus.
Através do auxílio satânico os magos do faraó puderam imitar o milagre de Deus (veja Êxodo 8:6, 7). Paulo afirma que a segunda vin­da do Senhor seria antecedida pela “ação de Satanás, com todo o po­der, com sinais e com maravilhas enganadoras” e o “uso de todas as formas de engano da injustiça” (2 Tessalonicenses 2:9, 10). E João de­clara: “Realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à Terra, à vista dos homens. Por causa dos sinais que lhe foi permiti­do realizar, [...] enganou os habitantes da Terra” (Apocalipse 13:13, 14). Nesses textos não são preditas meras imposturas. As pessoas são en­ganadas por sinais que os agentes de Satanás realmente efetuam, e não por aquilo que eles fingem realizar.
Apelo ao intelecto – A pessoas de cultura e educação, o espiritua­lismo é apresentado em seus aspectos mais refinados e intelectuais.
Agrada a imaginação com cenas encantadoras e descrições eloquentes de amor e caridade. As pessoas são levadas a terem tão grande orgu­lho da própria sabedoria, a ponto de no coração desprezarem o Eterno.
Satanás seduz hoje as pessoas assim como seduziu Eva no Éden, tornando-as ambiciosas de exaltação própria: “Sereis como Deus, sa­bendo o bem e o mal” (Gênesis 3:5, ARC). Hoje ele ensina que “o ser humano é uma criatura suscetível de progresso em direção à Divin­dade”. E ainda: “O julgamento será correto, porque é o julgamento de si mesmo. O tribunal está dentro de você.” Também declara: “Todo ser justo e perfeito é Cristo.”
Assim, Satanás afirma que a natureza do ser humano é a única norma para o juízo, quando, em realidade, é uma natureza corrom­pida. Isso é “progresso”, não para cima, mas para baixo. O ser huma­no jamais estará acima de sua norma de pureza ou bondade. Se ele mesmo é seu mais elevado ideal, nunca atingirá qualquer coisa supe­rior a isso. Somente a graça de Deus tem poder para elevar o ser hu­mano. Deixado a si mesmo, seu caminho será em direção para baixo.
Não importa como vivemos? – O espiritualismo é apresentado sob disfarce menos sutil ao que transige com seus pecados e que ama os prazeres. Nas formas mais grosseiras desse erro, as pessoas encontram o que está em harmonia com suas tendências. Satanás observa os pe­cados que cada indivíduo é inclinado a cometer, e então cuida para que não faltem oportunidades de satisfazer a tendência para o mal. Ele tenta as pessoas através da intemperança, a fim de enfraquecê-las física, mental e moralmente. Destrói milhares por meio da satisfação dos maus desejos, corrompendo assim todo o indivíduo.
Para completar sua tarefa, os espíritos declaram que “o verdadei­ro conhecimento coloca o ser humano acima de toda lei”, que “tudo está certo”, que “Deus não condena” e que “todos os pecados são ino­centes”. Sendo o povo levado a crer que o desejo é a mais elevada lei, que libertinagem é liberdade e que o ser humano deve prestar contas apenas a si mesmo, como não poderíamos esperar que a corrupção se espalhasse por toda parte? Multidões aceitam ansiosamente os ensi­nos que levam a uma vida desregrada. Satanás apanha em sua arma­dilha milhares que pretendem ser seguidores de Cristo.
Porém, Deus concedeu luz suficiente para que a cilada seja perce­bida. O próprio fundamento do espiritualismo está em conflito com a Palavra de Deus. A Bíblia declara que os mortos nada sabem, que to­dos os seus pensamentos pereceram; já não participam das alegrias ou tristezas daqueles que estão na Terra (veja Eclesiastes 9:5, 6).

Somente a graça de Deus tem poder para elevar o ser humano.
  
Além disso, Deus proibiu toda suposta comunicação com os es­píritos dos mortos. Os “espíritos familiares”, como são chamados os visitantes de outros mundos, são identifi­cados pela Bíblia como “espíritos de demô­nios” (veja Números 25:1-3; Salmo 106:28; 1 Coríntios 10:20; Apocalipse 16:14). A tentativa de comunicar-se com eles foi proibida sob pena de morte (veja Levítico 19:31; 20:27). Esse erro, porém, penetrou nos meios científicos, invadiu as igrejas e foi bem-recebido nas corporações legisla­tivas, e mesmo nas cortes dos reis. Esse grande engano é o reaparecimento, sob novo disfarce, da feitiçaria que havia na antiguidade e que fora condenada.
Ao apresentar os mais infames seres humanos como se estivessem no Céu, Satanás está dizendo ao mundo: “Não importa se você crê ou não em Deus e na Bíblia. Viva como lhe agradar; o Céu será o seu des­tino.” Porém, diz a Palavra de Deus: “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas” (Isaías 5:20).
A Bíblia apresentada como ficção – Os apóstolos, personificados por esses espíritos mentirosos, são apresentados contradizendo o que escreveram quando estavam na Terra. Satanás está fazendo o mundo crer que a Bíblia é mera ficção, um livro adequado às eras primitivas, mas que hoje deve ser considerado antiquado. Ele torna obscuro o li­vro que julgará a ele e seus seguidores. Satanás representa o Salvador do mundo como apenas um ser humano. E aqueles que creem nessas manifestações espirituais, afirmam que nada realmente miraculoso ocorreu durante a vida de nosso Salvador. Os milagres que eles pró­prios realizam, segundo declaram, excedem em muito os de Cristo.
Hoje, o espiritualismo está assumindo uma aparência cristã. Seus ensinos, porém, não podem ser negados ou encobertos. Em sua for­ma atual, constitui um erro mais perigoso, mais sutil, porém mais enganoso. Agora, ele pretende aceitar a Cristo e a Bíblia. Mas esse livro é interpretado de modo a agradar corações não convertidos. O amor é apresentado como o principal atributo de Deus, entretan­to é rebaixado a um frágil sentimentalismo. A reprovação que Deus faz ao pecado, os requisitos de Sua santa lei, tudo é deixado de lado. Fábulas levam as pessoas a rejeitar a Bíblia como o fundamento de sua fé. Cristo é tão verdadeiramente negado como antes, mas o en­gano não é percebido.
Apesar disso, poucos têm uma compreensão correta sobre o po­der do espiritualismo. Muitos se aproximam dele simplesmente para satisfazer a curiosidade. Ficariam horrorizados diante do pensamento de se entregar ao domínio dos espíritos. Aventuram-se, porém, a en­trar em lugar proibido, e o destruidor exerce todo o seu poder sobre eles, contra a vontade deles. Uma vez induzidos a submeter a mente a ser guiada por ele, ficarão escravizados. Apenas o poder de Deus, concedido em resposta à sincera oração, poderá livrar essas pessoas.
Todos os que alimentam um pecado conhecido estão atraindo as tentações de Satanás. Separam-se de Deus e do vigilante cuidado de Seus anjos, tornando-se indefesos.
“Quando disserem a vocês: ‘Procurem um médium ou alguém que consulte os espíritos e murmure encantamentos, pois todos recorrem a seus deuses e aos mortos em favor dos vivos’, respondam: ‘À lei e aos mandamentos!’ Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês ja­mais verão a luz!” (Isaías 8:19, 20).
Se as pessoas estivessem dispostas a receber a verdade sobre a natu­reza humana e a condição na morte, veriam no espiritualismo o poder e os sinais de mentira de Satanás. Entretanto, multidões fecham os olhos à luz, e Satanás constrói suas armadilhas em volta dessas pessoas. “Rejei­taram o amor à verdade que os poderia salvar” (2 Tessalonicenses 2:10).
Protegidos pelos anjos de Deus – Aqueles que se opõem a esse erro, enfrentam Satanás e seus anjos. O inimigo não recuará nem mes­mo um passo, a menos que seja repelido pelo poder dos anjos celes­tiais. Satanás é capaz de citar a Bíblia, distorcendo os ensinos dela. Aqueles que desejam sobreviver a este tempo de perigo, devem com­preender por si mesmos o ensino da Palavra de Deus.
Espíritos do mal, que personificarão parentes ou amigos, apela­rão a nossos mais ternos sentimentos e realizarão milagres. Devemos resistir-lhes com a verdade bíblica de que os mortos nada sabem e re­conhecer que as aparições são feitas por espíritos do mal.
Todos aqueles que não viverem de acordo com a fé estabelecida na Palavra de Deus, serão enganados e vencidos. Satanás atua com “todas as formas de engano da injustiça” (2 Tessalonicenses 2:10), e seus enganos aumentarão. Mas aqueles que desejam conhecer a verdade e se tornar pu­ros através da obediência, encontrarão um refúgio seguro no Deus da ver­dade. O Salvador estaria mais pronto a enviar todos os anjos do Céu para proteger Seu povo do que deixar a pessoa que confia em Deus ser venci­da por Satanás. Aqueles que se consolam com a segurança de que o pe­cador não será punido e que rejeitam as verdades que o Céu enviou para servirem como defesa no tempo do fim, aceitarão as mentiras de Satanás.
Zombadores ridicularizam as declarações da Bíblia sobre o plano da salvação e a retribuição que será dada àqueles que rejeitam a ver­dade. Sentem grande compaixão por pessoas que supostamente têm a mente tão estreita e são frágeis e supersticiosas por reconhecerem as reivindicações da lei de Deus. Essas pessoas têm se entregado comple­tamente ao tentador, e acham-se tão unidas a ele e tão impregnadas de seu pensamento que não têm disposição para livrar-se de suas ciladas.
O fundamento desse engano foi lançado na declaração feita a Eva no Éden: “Certamente não morrereis. [..] Sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gênesis 3:4, 5, ARC). A obra-prima do engano será al­cançada no fim dos tempos. Diz o profeta: “Vi [...] espíritos de demônios que realizam sinais miraculosos; eles vão aos reis de todo o mundo, a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso” (Apocalipse 16:13, 14).
Com exceção daqueles que são protegidos pelo poder de Deus, pela fé em Sua Palavra, o mundo todo será envolvido por esse enga­no. As pessoas estão sendo rapidamente embaladas por uma falsa se­gurança fatal e serão despertadas somente quando for tarde demais.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Onde Deus Está Quando as Tragédias Acontecem?

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Tragédias! Elas são indescritíveis. Não têm hora para chegar, não pedem licença e interrompem os sonhos, no início ou na melhor parte deles. Elas não têm a cortesia de esperá-los terminarem.
A tragédia, em geral, parece acontecer só com as outras pessoas. Mas quando ocorre conosco, uma pergunta insistente paira no ar: por quê? Onde Deus está quando a tragédia ataca? Ele sabe onde estamos e o que está acontecendo conosco? Ele vê quando estamos sofrendo? Realmente se importa? Se sim, por que não vem nos socorrer?
Jamais entenderemos os problemas; jamais compreenderemos todas as desgraças, enquanto não buscarmos desvendar o que se passa por trás de tudo isso. Não há meio de entendermos o sofrimento, enquanto não entendermos a Deus.

domingo, 30 de setembro de 2012

Alma e Espírito


 

Os significados das palavras “alma” e “espírito” na Bíblia

Algumas informações etimológicas
            As palavras “alma” e “espírito” nas Escrituras provêm de palavras hebraicas e gregas, línguas em que a Bíblia foi escrita. Vejamos: 
Alma – No Antigo Testamento, vem do hebraico vpn (nephesh). Ocorre aproximadamente 755 vezes, sendo traduzida de diferentes formas, dependendo do contexto. No Novo Testamento, a palavra grega é quch (psychê) e ocorre aproximadamente 105 vezes. 
Espírito – No Velho Testamento são usadas as palavras Mwr (ruach) e hmvn (neshamah). Aparece 377 vezes. No Novo Testamento, a palavra grega para espírito é pneuma (pneuma) e aparece 220 vezes.
Como essas palavras são traduzidas 
            São explanadas de diversas formas nas Escrituras. Eis alguns exemplos: 
  • Alma é traduzida como: vida (Gênesis 9:4,5; 35:18; Salmo 31:13), pessoa (Gênesis 14:21; Deuteronômio 10:22; Atos 27:37), cadáver (Números 9:6); apetite (Ec 6:7) coração (Êxodo 23:9) ser vivente (Apocalipse 16:3) pronomes pessoais (Salmo 3:2; Mateus 26:38)
A palavra “alma” aparece na Bíblia aproximadamente 1600 vezes e em nenhum caso refere-se a uma entidade imaterial com imortalidade e que sobreviva fora do corpo.

sábado, 29 de setembro de 2012

Responsável Pelo Meu Irmão


Então o Senhor perguntou a Caim: “Onde está seu irmão Abel?” Respondeu ele: “Não sei; sou eu o responsável por meu irmão?”  Gênesis 4:9 NVI
Um dos mais trágicos sinais dos tempos é o insensível desrespeito pela vida humana. Homens e mulheres se preocupam apenas consigo mesmos. Pisam sobre os outros, procurando “levar vantagem” não importa a que custo. Crimes violentos – assaltos, assassinatos, estupros – proliferam. Muitas cidades estão se tornando modernas selvas, onde a anarquia e a força bruta imperam.
A vida no mundo é como uma pirâmide. Quanto mais alto uma pessoa sobe, menos pessoas estão acima dela. Portanto alguns lutam e se esforçam, subindo sobre os outros, a fim de estarem acima dos demais.
Cristo Jesus, no entanto, inverte a pirâmide. Seu sistema de valores é completamente oposto ao sistema do mundo. No reino de Jesus vivemos não para subir sobre os outros, mas para sustentá-los nos ombros. “Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20:26-28). E assim no ápice desta pirâmide invertida encontramos um homem, Jesus Cristo. Ao invés de impor Seu Senhorio sobre nós, Ele está carregando toda a raça humana sobre seus ombros, levando nossos seus pecados na cruz da redenção.
Sou eu responsável pelo meu irmão? A desculpa insolente de Caim é respondida por Jesus: Sim, Caim, você é responsável por seu irmão. Assim como eu fiz a humanidade de “um só homem” (Atos 17:26 NTLH) e assim como eu morri por todos como o novo Adão (Romanos 5:12-21), de igual maneira todos agora são um em Mim.
Porque Jesus morreu por cada pessoa, cada Abel é nosso irmão e somos responsáveis por seu bem estar.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Como é Deus?




E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. João 1:14, ARA.
Como é Deus? É Ele severo e exigente, vigiando-nos como um policial celestial? É Ele cruel e vingativo, um tirano cósmico que brinca com Suas criaturas? Ou é Ele um avô complacente, que nos deseja o bem, mas é incapaz de deter a força do mal?
Jamais poderemos saber como é Deus a menos que Ele Se revele a nós. Felizmente Ele já se revelou! A Bíblia é o registro de sua auto-manifestação. Graciosa condescendência para com uma raça separada e solitária.
Embora tenha havido grandiosas representações de Deus no Antigo Testamento, a suprema revelação veio em Jesus Cristo. Aquele que era um com Deus, (João 1:2) se “fez carne”.
Conhecer a Jesus é conhecer a Deus. “Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai… Quem me vê a mim vê o Pai,” disse Jesus (João 14:7-9). “Tudo que o homem precisa e consegue conhecer acerca de Deus tem sido revelado na vida e no caráter do Seu Filho, o Grande Professor” (A Ciência do Bom Viver, 95).
Ao contemplar a Jesus vemos quão falsos são os deuses fabricados pela imaginação humana. Deus não é severo ou exigente, nem é um tirano cósmico. Ele também não é um ser celestial passivo e impotente. Ao contrário Deus é amor.
Separe tempo para conhecer a esse amor que cuida, que corre atrás de nós, que morreu para nos salvar. Ao separar um tempo diário para contemplar a glória de Jesus você descobrirá que não existe nada mais encantador no universo!
* Nos próximos artigos desta seção você terá a oportunidade de conhecer mais sobre o maravilhoso Jesus – o Deus que se fez carne e se revelou.

Autor: William G. Johnsson

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

“A Grande Esperança” leva pessoas ao batismo em Itanhaém





Escrito por Comunicação AP   
Casal feliz, na igreja, e motivados para trazerem novas pessoas para o mesmo caminhoDurante o ano de 2012 a Associação Paulistana está investindo no trabalho de entrega de livros por todo o seu território. O projeto que foi lançado oficialmente no dia 24 de março  já tem mostrado resultados. É o caso de José e Maria Guerra, por exemplo. O casal, após entrar em contato com a literatura, acabou entrando para a Igreja Adventista.
Maria, um dia pegou o livro, misturado com as revistas, no salão de cabeleireiro do filho. “Comecei a ler e gostei bastante. Não largava mais o livro”, diz. José ficou curioso, porque a mulher estava toda hora lendo e resolveu ver com os próprios olhos o que era tão interessante assim. Também se identificou com a mensagem e, juntos, visitaram a igreja, que fica na mesma rua da casa deles.
Apesar de já pertencerem a outra religião, de acordo com Maria, foi amor à primeira vista. Tanto que o casal procurou saber o máximo possível sobre as crenças, e recentemente foram batizados. “Foi a decisão mais importante que tomamos e tudo o que aprendemos e vamos continuar aprendendo, é maravilhoso. Essas coisas aumentam o nosso amor”, declara José.
Atualmente, além de continuar estudando mais profundamente a Bíblia, o casal está dedicado ao evangelismo. Para eles, essa é a missão principal de todo cristão. “Preocupamo-nos com a salvação de todas as pessoas; devemos atender ao chamado feito por Jesus, e falar de Seu amor para o máximo de pessoas possível”, dizem.
Mesmo sendo oficialmente da Igreja Adventista há pouco tempo, eles já estão colocando em prática as novidades que tiveram a oportunidade de conhecer. Sempre que têm a oportunidade, falam sobre Jesus ao próximo. Assim foi com os familiares, vizinhos e conhecidos. De acordo com eles, a esperança aumentou e é isso que querem levar aos outros.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Santificação: Qual a minha parte?


Em postagens anteriores eu abordei um pouco sobre as 3 FASES DA SALVAÇÃO: Justificação, Santificação e Glorificação.

Os Adventistas crêem que a justificação ocorre UNICAMENTE através da fé nos méritos salvíficos de Jesus Cristo, nosso Senhor (cf. Apoc. 14:12). Nossas obras, por mais positivas que sejam, não têm qualquer contribuição nesta fase do processo - a JUSTIFICAÇÃO. A lição deste trimestre (sobre Romanos) está demonstrando isso muito bem).

Ou seja, ninguém é salvo porque pratica "boas obras". Elas não são um "meio" para a salvação, mas apenas uma "evidência" da santificação que está ocorrendo na vida do crente.

E qual a minha parte neste processo de SANTIFICAÇÃO?

A santificação é produto da ação de Deus na vida do cristão. Todas as três Pessoas da Trindade estão envolvidas, produzindo santificação em nós.

Deus, o Pai

O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" - 1Tess. 5:23, 24 (Ver também: Ezeq. 37:28).

Deus, o Filho

Por isso foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo Seu próprio sangue, sofreu fora da porta” – Heb. 13:12 (Ver também: Efés. 5:25-27; Heb. 2:11).

Deus, o Espírito Santo

...para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito Santo” – Rom. 15:16 (Ver também: 1Cor. 6:11).

A santificação consiste na transformação moral do crente, segundo a imagem de Jesus Cristo. Esta transformação se dá pela comunhão do crente com Cristo.

Antes de prosseguirmos, é bom lembrar que:

- Na justificação eu RECEBO a Cristo.
- Na Santificação eu ANDO com Cristo.

Assim, a justificação é o começo da vida espiritual do crente COM Cristo, e a santificação é a continuação da vida espiritual EM Cristo.

O que está sendo santificado pela verdade, exercerá domínio próprio e seguirá os passos de Cristo até que a graça se perca na glória. É imputada a justiça pela qual somos justificados; aquela pela qual somos santificados, é comunicada. A primeira é nosso título para o Céu; a segunda nossa adaptação para ele” - Ellen White, Mens. aos Jovens, pág. 35.

Por uma questão didática é que nós separamos "justificação" de "santificação". Contudo, na vida prática, ambas formam uma unidade inseparável. Isto é o que podemos concluir com base nos exemplos bíblicos e na citação de Ellen White, mencionada acima.

Vejamos um exemplo:

Quando Jesus perdoou, promoveu e por Sua palavra concedeu poder à mulher arrependida (justificação), imediatamente acrescentou que Ele era a luz do mundo e quem O seguisse não andaria em trevas.


A partir do momento em que a mulher passou a seguir a Jesus, iniciou-se sua vida de santificação.

Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” – 1Cor. 1:30.

Uma vez que Jesus Cristo é indivisível, Ele concede justificação, santificação, sabedoria e redenção numa unidade indivisível.

O âmago da mensagem bíblica do evangelho é crer em Cristo, estar em Cristo, seguir a Cristo, e na contemplação dEle ser transformado, mediante o Espírito, Santo à Sua semelhança de caráter.

Adaptado da apostila de Soterologia, SALT-IAENE 2004.

O mais difícil Ele já fez...
Vamos fazer a nossa parte também?!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Preconceito e Racismo

 
 
Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Respondeu-lhe Filipe: Vem e vê. João 1:46
De acordo com a Lei nº 9459, de 13 de maio de 1997, basta chamar alguém de “negro”, “preto”, “negão”, “turco”, “judeu”, “baiano”, etc., para que o autor fique sujeito a uma pena de um ano de reclusão, além de multa, se ficar provada a intenção de ofender a honra alheia relacionada com cor, religião, raça ou etnia.
Preconceito é uma opinião formada antes de se conhecerem os fatos. É sempre preconceito aplicar as ações de um ou dois indivíduos a todo um grupo, como por exemplo: “Índio é preguiçoso”, “mineiro é desconfiado”, “gaúcho é papudo”, “judeu é pão-duro”.
O preconceito é tão velho quanto a humanidade. Em Números 12:1 lemos: “Miriã e Arão criticaram Moisés, porque ele tinha se casado com uma mulher cusita” (BV).
Este é um exemplo de preconceito racial, pois os cusitas tinham a pele escura e eram estrangeiros. A punição divina por esse preconceito não se fez esperar: “Miriã achou-se leprosa, branca como neve” (v. 10). Que ironia! Por causa de seu preconceito de cor, Miriã foi castigada com a alvura da lepra!
Vários tipos de preconceito são mencionados na Bíblia. Havia o preconceito contra certas profissões (Gn 46:34), em relação à aparência pessoal (1Sm 16:7), ao lugar (2Rs 5:12, Jo 1:46), à classe social (Lc 18:9-14), e aos aspectos sexual e étnico (Mt 15:21-28, Jo 4:9).
Um exemplo positivo de ausência de preconceito racial foi citado por Jesus na parábola do Bom Samaritano, em Lucas 10. Qual dos três viajantes teve compaixão? Quem demonstrou ser o próximo do homem ferido? Não foi o sacerdote, que representava a liderança religiosa, nem o levita, que era um assistente leigo do sacerdote, mas um samaritano, que era estrangeiro e do qual não se esperava simpatia para com os judeus.
Jesus também foi alvo de preconceitos quanto à Sua origem (Jo 8:19), aparência (Is 53:2, 3), intenções (Lc 7:39; 15:1, 2; 19:7), e pelo fato de ter sido criado em Nazaré. Natanael, um de Seus futuros discípulos, ao ser chamado a seguir o Mestre, reagiu com a pergunta preconceituosa: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?”
A resposta que Filipe lhe deu é a melhor que se pode dar a pessoas preconceituosas: “Vem e vê.” Natanael aceitou o convite de Filipe e, ao ver e ouvir a Jesus, reconheceu ser Ele o Filho de Deus.
Antes de julgar os fatos e as pessoas por antecipação, vá até lá e veja. Tome conhecimento da realidade. Só então você poderá ter um conceito. Antes disso, será mero preconceito.