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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Santa Maria e o pecado da moralização



 
Eu particularmente não vi, mas muitos relataram que alguns evangélicos estavam postando nas redes sociais bobagens sobre a tragédia na boate Kiss de Santa Maria (RS). Uns diziam que se os jovens tivessem na igreja eles estariam vivos. Outros diziam que a tragédia é a manifestação da ira de Deus sobre a sociedade permissiva. É caso para chorar!
Deus sabe o quanto fiquei triste com essa tragédia. Cada rosto despertou em mim um sentimento de luto. Aquele jovem poderia ser um parente meu, quem sabe um irmão ou um primo. Ora, poderia ser um grande amigo ou um colega de faculdade. Números em tragédias são impessoais, mas rostos não! Dei graças a Deus que a minha congregação levantou um clamor pelo consolo das famílias. Infelizmente, em muitas tragédias a igreja esquece de orar, enquanto se apressa em explicar.
Se você abriu a boca para falar “se eles tivessem na igreja estariam vivos” lembre, também, os templos sem manutenção provocam acidentes. A maioria de nós congregamos em templos sem nenhuma segurança. Sim, talvez você e eu corramos o mesmo perigo daqueles jovens… Já pensou nisso?
O pecado da moralização
Todas as vezes que uso a expressão “eu avisei” ou “bem feito”, logo me sinto em pecado.  Jogar na cara de alguém o erro com certo prazer de “arauto eficaz” é iniquidade. Sim, é transgressão quando você diz “eu avisei” para jogar ao desobediente o seu prazer mórbido no desastre dele. Isso se chama vaidade. É orgulho, o orgulho dos fariseus. É o pecado da moralização.
Vamos falar do pecado alheio? Sim, é claro, mas com dor no coração. Quando Jesus profere um longo discurso sobre os pecados dos fariseus Ele encerra dizendo: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” [Mateus 23.37]. Observe bem quanta lamentação, quanta dor no coração de Jesus com a incredulidade de Jerusalém. Se eu falo de pecado sem dor, eu peco. Motivo? Ora, estamos falando de seres humanos dos quais Cristo deu a Sua própria vida.
Portanto, nada dessas lições de moralismo. Sejamos prudentes. Paulo disse a Tito: “Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados”. [Tt 2.6 ARF], mas alguns versículos antes ele também exortou: “Ensine os homens mais velhos a serem sóbrios, dignos de respeito, sensatos, e sadios na fé, no amor e na perseverança” [Tt 2.2]. Será sobriedade, sensatez, fé sadia falar “bem feito” para jovens mortos em uma tragédia? Será amor e respeito mostrar o seu poder moralizador no calor da tragédia?
Tragédia não é para moralizar, é para chorar, ajudar. Ah, mas foi juízo divino, diriam alguns. Bom, você sabe? Você conhece todos os caminhos de Deus? O pastor que morre de bala perdida dentro da igreja foi fulminado pelo juízo? Ou você pensa que quando pecas continuamente e nada acontece se isso não é uma forma terrível de juízo divino?
Sinceramente, é triste ter que escrever um texto como esse diante de tanta bobagem dita por evangélicos na instrumentalização de uma tragédia. Encerro com as sábias palavras de Jesus:
“Naquela ocasião, alguns dos que estavam presentes contaram a Jesus que Pilatos misturara o sangue de alguns galileus com os sacrifícios deles.Jesus respondeu: “Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão”. [Lucas 13.1-5 NVI]
Por Gutierres Siqueira, jornalista.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Uma nova oportunidade

 
Na vida de Noé, como acontece com muitos seres humanos, houve um episódio que, sem dúvida, o perturbou por muito tempo. Foi um momento vergonhoso e que trouxe vexame para toda a família. Ficou bêbado e sob os efeitos da embriaguez apareceu nu diante da vizinhança e da família, provocando escândalo e zombaria.
Com certeza no dia seguinte, quando lhe contaram o que tinha feito, Noé não teve coragem de sair à rua e olhar para os vizinhos.
Mas, quando o escritor bíblico faz um resumo da vida deste patriarca, diz que era um homem justo e íntegro entre seus contemporâneos, porque andava com Deus.
Aqui há algo maravilhoso que precisamos entender. No momento em que Noé ficou bêbado, sem dúvida estava longe de Deus, porque não é possível estar em comunhão com Deus e praticar atos pecaminosos ao mesmo tempo. Mas, a graça de Deus o alcançou e Noé levantou-se e embora em seu passado houvesse episódios vergonhosos, no fim de sua vida ele é considerado um homem justo e perfeito.
Quanta esperança para os que um dia na vida foram feridos pelos dardos do inimigo. Quanta esperança para aqueles que um dia escorregaram e caíram e conheceram o gosto da derrota.
O segredo de Noé foi aprender a andar com Deus. Não é fácil, não. Às vezes, atraídos pelo brilho deste mundo, soltamos o braço poderoso de Jesus e aí nos machucamos, mas Ele sempre está com o braço estendido.
Disse alguém que muitas vezes a queda pode ter sido tão forte que não resta forças nem para levantar a mão. Mas é só olhar para Jesus, que entende tudo, que sabe interpretar nosso grito de socorro e corre até nós, nos levanta, cura nossas feridas e nos declara justos, como se nunca tivéssemos caído.
Seja a nossa oração hoje: “Graças, Senhor, por seres assim, por me amares e me compreenderes e me dares sempre novas oportunidades. Toma minha mão hoje e guia-me pelos caminhos da vida”. – Alejandro Bullon

domingo, 23 de dezembro de 2012

Conexão JA alerta sobre a cultura da bebedeira



A edição de abril marca o início de uma nova fase da revista Conexão JA. A primeira é a tiragem: foi triplicada, agora são 30 mil exemplares. A segunda é o público: a revista recebeu como leitores mais de 24 mil alunos do ensino médio da rede educacional adventista do Brasil. Em razão disso, na próxima edição já são esperadas mudanças gráficas e editoriais e o lançamento do site da revista em conjunto com a presença nas redes sociais.

Mas enquanto isso não acontece, os leitores já podem contar com bom conteúdo em abril. Na reportagem de capa, a revista pinta um quadro real e sem moderação do consumo de álcool entre os jovens brasileiros. A idade média de início e o perfil de consumo são os números mais assustadores. É preciso diminuir esses dados e a Conexão JA convida os jovens a mudar essa cultura da bebedeira.

Em duas matérias assinadas por Diogo Cavalcanti, o leitor pode compreender melhor dois assuntos que não saem da mídia e devem cair no vestibular. A reportagem é sobre o declínio americano, sua crise econômica e política. Será que os chineses vão ultrapassar os ianques? O que levou milhares de pessoas a protestar em Wall Street? Já na entrevista, Diogo conversa com dois ativistas sírios que estão fora de seu país e denunciam os massacres em sua terra natal. Esses conflitos são mais um capítulo da chamada Primavera Árabe.

Mas não para por aí. Nosso repórter Fernando Torres visitou a exposição inédita sobre o cotidiano do Império Romano. A mostra passou por Belo Horizonte-MG e fica até o dia 22 de abril no Masp, em São Paulo. E o jornalista Michelson Borges explica as poucas semelhanças e as inúmeras diferenças entre as teorias da evolução e da criação. Enfim, não dá para perder! Para quem conhece a revista, é só matar a saudade e para quem nunca, está na hora de assinar pelo 0800-9790606 ou acessar o site http://www.cpb.com.br/. E para não ter que esperar mais três meses, nos siga pelo perfil: www.twitter.com/conexao_20.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A polêmica decisão de Angus T. Jones, de “Two and a Half Men”

 
Essas são algumas das chamadas para matérias de conteúdo praticamente idêntico sobre a conversão do ator Angus T. Jones (que interpreta o personagem Jake na série Two and a Half Men”) e seu depoimento sobre a série em que trabalha. Angus, é nada mais nada menos do que um dos atores jovens mais bem pagos da TV norte-americana.
O ator, atualmente membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, nos EUA, em entrevista ao site religioso Forerunner Chronicles, disse:
“Se você assiste a ‘Two and a half men’, por favor, pare de assistir. Eu estou em ‘Two and a half men’ e não gostaria de estar. Pare de assistir e encher sua cabeça de nojeiras. [...] As pessoas dizem que é só entretenimento, mas pesquisem sobre os efeitos da televisão no seu cérebro. Eles não são bons. É preciso tomar uma decisão em relação à televisão, especialmente ao que você assiste”.
Você pode imaginar a polêmica que a decisão de servir a Deus unida a uma fala como essa está gerando. Os comentários feitos por leitores de blogs seculares que publicaram sobre o assunto são vulgares, e recriminam a atitude de Angus.
Eu entendo perfeitamente o que Angus diz sobre a série em que trabalha. Durante algum tempo eu a assistia diariamente, e às vezes, em dois horários diferentes (almoço e janta). Como uma jovem adventista comum, eu me achava madura demais para ser influenciada por um seriado tão nojento (como o próprio Angus descreveu), mas estava lá, almoçando e rindo com tamanha futilidade. Até que um dia eu me senti profundamente incomodada. Creio que era a voz do Espírito Santo trabalhando em minha mente. Daquele dia em diante, decidi que trocaria o tempo que eu gastava com seriados, lendo a Bíblia e o Espírito de Profecia. Em seis meses havia terminado de ler vários livros de Ellen White e outros autores, e toda a Bíblia. Foram 6 meses de desintoxicação mental e fortalecimento espiritual. Não tenho como explicar a você os frutos disso. É uma experiência muito pessoal e íntima com Deus.
O interessante aqui é que hoje, não sinto prazer em assistir seriados como “Two and a Half Men”. Isso, porque é impossível conhecer a Deus como conheci depois que tomei aquela decisão, e voltar a sentar diante de uma TV para se entreter com tamanha vulgaridade. Imagino que essa é a experiência atual de Angus. Conhecendo um Deus como é o único Deus do universo, é esperado que cada dia mais ele sinta o desejo de estar distante do personagem que interpreta a tantos anos.
“É lei, tanto da natureza intelectual como da espiritual, que, pela contemplação nos transformamos. O espírito gradualmente se adapta aos assuntos com os quais lhe é permitido ocupar-se. Identifica-se com aquilo que está acostumado a amar e reverenciar.” Mente, Caráter e Personalidade, Vol 2.
Fonte: http://mulheradventista.com/

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Evangelismo web organiza nova mobilização para 16 de novembro

A primeira grande mobilização evangelística da web foi um sucesso. No Dia do Evangelismo Web, 14 de setembro, as redes sociais foram inundadas com mensagens de esperança. Cerca de cinco mil usuários do Twitter e Facebook, trocaram sua imagem de perfil para se identificar com a campanha e participar ativamente. Por várias vezes a hasthag “compartilhe esperança” foi parar no Trend Topics do Twitter. No Facebook, os milhares de imagens, vídeos e textos que foram postados puderam alcançar milhões de pessoas em todo mundo, em pouco tempo.
Parte do resultado dessa ação pôde ser visto na semana de evangelismo web  Contagem Regressiva.  Foram mais de 66 mil computadores conectados, com um público total estimado em 129 mil pessoas. Mesmo depois do evento, muitas pessoas continuam assistindo os programas no www.youtube.com/videosdeesperanca.
O próximo desafio será em 16 de novembro. Através da web anunciar a Volta de Jesus e divulgar a semana de evangelismo via satélite que começa no dia seguinte, 17 de novembro, em português, com o pastor Alejandro Bullón. Espera-se dessa vez alcançar mais pessoas e com conteúdos mais criativos.

Resumo:
Participe da próxima mobilização da esperança. Todos juntos divulgando a Volta de Jesus.
Quando: 16 de novembro de 2012
Onde: Facebook, Twitter, Pinterest, Google +, E-mails, SMS, etc…
Objetivos:
1 – Compartilhar textos, imagens, vídeos e animações sobre a Volta de Jesus
2 – Divulgar a semana de evangelismo do pastor Alejandro Bullón

sábado, 13 de outubro de 2012

Games violentos induzem a comportamento agressivo


Videogames violentos tornam o usuário agressivo, e os efeitos sobre seu comportamento aumentam progressivamente, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Grenoble (França), ouvidos pela AFP.
"É o primeiro estudo do mundo que estuda de forma experimental os efeitos a longo prazo dos videogames violentos", disse à AFP Laurent Bègue, professor da Universidade Pierre Mendès-France de Grenoble.
Os estudos anteriores demonstraram que os jogos de videogame violentos causam um aumento da agressividade imediato e de curta duração.
Os testes realizados em um laboratório da universidade grenoblesa demonstram que esses efeitos são acumulativos e que podem ser "relativamente duradouros", segundo a conclusão do artigo.
No estudo, durante três dias, 70 estudantes de ambos os sexos jogaram videogame durante vinte minutos, com jogos violentos e não violentos.
Para medir a violência de suas atitudes, os pesquisadores pediram a eles, logo depois, que lessem uma história, que mostrava uma situação de conflito potencial, como, por exemplo, um acidente de trânsito, e imaginassem a reação dos protagonistas.
Os estudantes que jogaram um jogo violento esperavam que eles adotassem um comportamento mais hostil e agressivo do que os que jogaram um jogo não violento.
Os mesmos estudantes participaram, em seguida, de uma competição com outro candidato, a quem podiam castigar com um impacto sonoro. Aqueles que tinham jogado um jogo violento faziam mais mal a seus adversários.
Em ambos os casos, a tendência constatada no primeiro dia se acentuava nos dias seguintes.
O estudo, realizado com a colaboração das Universidades de Hohenheim (Alemanha) e do estado de Ohio (Estados Unidos), será publicado no próximo número da revista científica norte-americana Journal of Experimental Social Psychology.

info.abril.com.br

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Escolha de fé: jogador de futebol abandona os campos para seguir sua religião

Por ser adventista ele não poderia treinar e jogar aos sábados e por isso optou por outra carreira jogando apenas em times amadores.


Erik Lima Santana poderia ter tido uma carreira brilhante no futebol ao lado de seus amigos Kaká e Júlio Batista, com quem jogou nas categorias de base do São Paulo. Mas a vida tinha outros caminhos para esse ex-jogador que enfrentava um dilema: por ser adventista ele não podia jogar aos sábados.
Na época em que jogava, Erik acabou deixando a religião de lado, até que em certo momento de sua vida ele precisou escolher, optando em continuar com sua fé. “Eu sempre fui adventista. Mas quando comecei no futebol, deixei a religião um pouco de lado. O problema era aos sábados. No futebol, temos de trabalhar. Mas na religião, era proibido”, conta o ex-jogador.
Em entrevista para o canal de Esporte do portal UOL ele conta que ao se distanciar do futebol pode estudar, se formou em matemática e agora está terminando o curso de engenharia civil.
“Vou me formar nesse ano em engenharia civil, mas não quero parar de lecionar. É uma paixão. É uma vida puxada. Dou 54 aulas por semana, mas vale muito a pena”, conta ele.
Mesmo com tantos compromissos, Erik não deixou de praticar o esporte que tanto gosta e agora está jogando no Ajax, da Vila Rica, um grupo amador que está disputando a Copa Kaiser.
“No futebol de várzea, também é complicado conciliar a religião, mas é possível. Eu tenho sempre convites para jogar aos sábados, às vezes o time tem reuniões marcadas. Mas todos já sabem e não preciso comparecer”, diz.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quem Está Frio: O Louvor ou O Cantor?

Quantas vezes você já disse que os momentos de adoração musical na sua igreja têm uma temperatura que varia entre morno e frio? E quantas vezes você ouviu uma resposta rápida lhe dizendo que isso é “só falta de Jesus no coração do povo”?
De uma forma geral, a adoração precisa ser mais calorosa? Sim. O povo vai à igreja sem espírito de adoração? Também. Aliás, eleger a mornidão da adoração e da comunhão pessoal como únicas responsáveis nos leva a um beco sem saída: a adoração é fria por causa do povo ou o povo é frio por causa da música?
Respondo: nem a rigidez do serviço de louvor nem a frieza espiritual da congregação são “culpados” isoladamente por essa situação.
Mas a adoração pode estar sem vigor na sua igreja por causa da forma como o louvor está sendo conduzido.
Muitas vezes, as igrejas têm tentado tapar o sol da desorganização com a peneira do serviço de “cânticos”. E aí é um tal de “enquanto o culto não começa, vamos cantar o hino …”. É verdade que, às vezes, há uma emergência: o pregador não chegou a tempo, contaram errado o número de cadeiras na plataforma, a porta que dá acesso à plataforma emperrou,… Mas se todo culto tem uma emergência, das duas, uma: ou acabam com a emergência ou a emergência acaba com o culto.
As músicas escolhidas para a adoração coletiva da congregação às vezes são inadequadas. Estou falando tanto de hinos quanto de canções modernas. Pense nisso com sinceridade: por que tantos hinos do hinário ou da harpa não entusiasmam mais uma boa parcela da congregação? Você acha mesmo que é falta de comunhão do povo? De outro lado, será que algumas canções contemporâneas não estão inibindo o louvor porque falam um idioma litúrgico diferente?
Não precisamos abolir o hinário das igrejas. Embora nós o tenhamos abolido das mãos, já que o telão anda cumprindo o papel de “karaokê sacro”. Nossa época não é melhor do que outras épocas em nível de composição (se a nossa não for a pior).
No entanto, porque também não inserir junto com os tradicionais e belos hinos, uma música de um quarteto ou de um coral/grupo/solista? O regente pode levar um quarteto ou alguns solistas para cantar uma estrofe de uma música conhecida e apreciada pela maioria e depois dirigir a congregação a cantar o refrão. Muitas músicas do hinário apareceram primeiro na voz de cantores e grupos vocais. Hoje, isso pode ser feito com algumas músicas que reflitam a teologia da igreja também.
Nos momentos de adoração congregacional, o regente precisa escolher o repertório adequadamente. Não é hora de ensinar um hino pouco cantado. Se ele é pouco cantado, pode ser que ele seja pouco preferido.
Hinos vibrantes e outros solenes, alguns alegres e outros mais reverentes.O regente congregacional precisa pensar no que é melhor para a coletividade e não para a individualidade. E dependendo do repertório escolhido, um regente pode auxiliar na criação de uma atmosfera sadia de adoração e contentamento, mas também pode desanimar e constranger uma congregação.
Buscando soluções para melhorar o louvor da sua igreja? Sinto dizer que não existem soluções mágicas. O regente pode levar um repertório da maior excelência e apreciação do povo, mas se as pessoas não suspirarem por Deus como a corça suspira pelas correntes de águas, não há adoração. A música pode ser a mais contemporânea, mas se eu não me alegrar quando me dizem “Vamos a casa do Senhor”, não há adoração. O hino pode ser o mais tradicional, mas se eu não celebrar com júbilo nem servir com alegria, não há adoração.
Nosso louvor não existe para que Deus nos ame. Nós O louvamos porque Ele nos amou primeiro. Nossa adoração não serve para mostrarmos que somos bons. Nós O adoramos porque Ele é bom e a Sua misericórdia dura para sempre.
Joêzer Mendonça
Música Sacra e Adoração

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Como participar do Dia do Evangelismo Web


Data: Sexta,  14 de setembro 2012
Horário:  a partir das 18h00
O objetivo principal é inundar as redes
sociais com mensagens de esperança. Abaixo algumas sugestões de como fazer isso:
1. Escolha textos bíblicos, frases e imagens que falem sobre esperança e tweet ou post no Facebook. Distribua também mensagens para sua lista de e-mail.
2. Escolha o conteúdos para postar que sejam relevantes e interessantes para seus amigos, mas que levem esperança.
De 20-23 de setembro, às 21h começa a série especial Contagem Regressiva com o Pr.Luís Gonçalves. O foco será as profecias do Apocalipse que falam sobre o fim do mundo. O formato será voltado para jovens e adolescentes, com vários cantores e muita interação nas redes sociais. Esta série será veiculada apenas no site www.esperanca.com.br . Divulgue o evento e  site para seus amigos. Compartilhe: http://www.esperanca.com.br/destaques/pr-luis-goncalves-a-biblia-nao-se-refere-ao-calendario-maia/

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Facebook - Use com moderação

O Facebook como espelho 

 

Ainda me lembro da época em que o público de um espetáculo musical estava lá para ouvir música, talvez para cantar e dançar, certamente não para fotografar e ser fotografado.
Silenciosamente algo mudou. A popularização das câmaras e das redes de compartilhamento parece ter despertado até nos mais tímidos uma compulsão por mostrar tudo o que é vivido, mesmo que seja um acontecimento banal.
"Se não fotografou e não publicou, então não existe." O exibicionismo é expresso em páginas, video-casts, perfis e linhas do tempo que parecem relatórios clínicos de narcisistas compulsivos, em suas várias formas: fotografias com caras e bocas, opiniões rasas a respeito de praticamente tudo, vídeos em que nada de interessante acontece e a triste alegria coletiva com o grotesco e a humilhação.
A exposição é razoavelmente recente. Uma das primeiras autobiografias dedicadas ao registro do cotidiano é "Confissões", de Rousseau. Arrojado e provocador para o século 18, o iluminista francês ficaria chocado com o tamanho da exibição de hoje. Desde os anos 1980, quando yuppies, computadores pessoais e o culto ao corpo abriram canais para a expressão individual, o particular é cada vez mais público e amplificado.
Celulares e redes de compartilhamento transformaram os 15 minutos de fama em uma espécie de "Show de Truman" universal, em que registros banais e confissões diversas tornaram todos um pouco inseguros, verificando a composição de sua figura no espelho do Facebook e corrigindo seu discurso e conduta de acordo com as menções e aprovações recebidas.
Nem o Narciso mitológico seria tão autocentrado. Aquele que morreu afogado ao se apaixonar por sua figura refletida em um espelho d'água poderia argumentar que não sabia que via um reflexo. Como muitos usuários de redes sociais, ele se apaixonou por uma tela e sucumbiu ao confundi-la com a realidade.
Essa confusão entre o real e o fictício publicado é uma das faces mais assustadoras do narcisismo digital. Muitos têm uma visão de realidade tão distorcida pela percepção alheia, tão fragmentada e amplificada pelos perfis e grupos a que pertencem, que geram especulações maiores do que pode supor sua vã fenomenologia.
A vida na vitrine da interface, livre da moderação e da compostura que qualquer grupo social demanda, cria uma gigantesca câmara de eco, em que mensagens são referências de referências de referências, perdendo significado e substância no processo.
O sucesso de uma trilogia pornô, derivada de uma fantasia de fã da série "Crepúsculo", que por sua vez é derivada das clássicas histórias de vampiros, é o exemplo mais recente.
Impulsionado pela indicação do amigo do amigo do amigo nas redes sociais, "50 Tons de Cinza" se transformou no maior best-seller do país que um dia foi de Shakespeare e Charles Dickens.
Há uma certa melancolia na situação. Ambientes que permitem tanta exposição e manifestação de identidades múltiplas demandam coerência de pensamento para que seus atores não se tornem reféns das personagens que representam.
Sem contar que todo esse egocentrismo é muito, muito chato.

folha.com.br/Luli Radfahrer