Os
horrores da Segunda Guerra Mundial estão marcados na vida de milhares
de famílias que sofrem até hoje com os traumas. Um grupo de judeus, na
época do holocausto, foram covardemente eliminados. Os que sobreviveram
contam a dramática história. É o caso do casal polonês e de origem
judaica, Ben e Miriã Abrahan.
O relato do casal aconteceu na Colégio Adventista da Vila Yara neste
mês de setembro em um programa especial. A senhora Miriã falou da sua
infância na época da invasão alemã no território polonês. Eles tiveram
que mudar para o interior, porém as perseguições aos judeus se
intensificaram, obrigando-os a fugirem para a floresta.
Um dia, Miriã foi buscar alimento aos familiares e presenciou o
assassinato de toda a sua família. Sobreviveu graças a ajuda de uma
família cristã católica, que ofereceu abrigo com a condição de que ela
fosse responsável por cuidar dos filhos do casal e das tarefas
domésticas.
A aluna Fernanda Kuroski, ficou impressionada com os detalhes
comoventes da história. “Foi legal saber mais sobre a guerra por pessoas
que presenciaram todo aquele horror e tortura. Desta maneira, sabemos
mais coisas que não estão relatadas em nenhum livro, mas sim na memória
de cada um deles”, diz.
O
senhor Ben Abraham continuou a palestra descrevendo com clareza e
riqueza de detalhes o contexto histórico da Segunda Guerra Mundial e sua
vida em campos de concentração. Ele passou por diversos até ser
libertado em Auschwitz, com escorbuto e tuberculose. Abraham afirmou que
sua sobrevivência foi um milagre, pois na época nem existia cura para
tuberculose.
Para os estudantes foi um momento ímpar. Ao final da palestra, houve
um momento aberto para perguntas. Os estudantes destacaram que a
palestra os ensinou não só como um assunto da grade curricular, mas com
lições para a vida. “Pude refletir de que não posso reclamar da vida,
pois tenho uma casa boa, comida, seria um pecado reclamar até da lição
de casa”, diz o aluno Flavio Arbache.
O casal gentilmente doou livros para a Biblioteca do Colégio e
apelou para que os alunos sejam mensageiros daquela história. Relatar
aos outros os horrores da Guerra, para que fatos históricos como daquela
natureza nunca mais se repitam.
Há 13 anos, a Associação Paulistana tem uma comunidade judaica. O
pastor da comunidade, Rogel Maio Tavares, disse que as reuniões
religiosas têm uma frequência regular de 100 pessoas a cada sábado. Ele
também destacou que no último domingo, dia 16, aconteceu a comemoração
da passagem do ano novo pelo calendário civil judaico.
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