Com o advento do viodeocassete, a igreja foi traída pela sua
proibição, e agora todo mundo assiste em casa, e a polêmica
definitivamente se estabeleceu. Ir ou não ir? Pode ou não pode?
Em primeiro lugar, temos que lembrar que para a pessoa que está
realmente determinada a ir ao cinema, nada vai convencê-la do contrário.
Contudo, as cinco razões que apresento aqui pode ajudar aqueles que são
sinceros, e que, na dúvida, estão orando a Deus, querendo fazer a Sua
vontade.
A Primeira Razão:
Vou usar como primeiro argumento aquilo que muitos jovens acham
elementar. Se hoje você vai ao cinema e alguém o vê indo, essa pessoa
pode ficar escandalizada, e isso é pecado.
Se o seu comportamento escandaliza o seu irmão, o princípio é claro ao dizer que é melhor não fazer. A Bíblia fala fortemente sobre esse princípio em I Coríntios 8. Paulo fala que alguns, não tendo conhecimento profundo da verdade, têm uma consciência fraca. No verso 9, Paulo estabelece o princípio quando diz: “vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos.”
Se o seu comportamento escandaliza o seu irmão, o princípio é claro ao dizer que é melhor não fazer. A Bíblia fala fortemente sobre esse princípio em I Coríntios 8. Paulo fala que alguns, não tendo conhecimento profundo da verdade, têm uma consciência fraca. No verso 9, Paulo estabelece o princípio quando diz: “vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos.”
Em I Coríntios 10:23 3 32, Paulo diz que “todas as coisas me são
lícitas, mas nem todas me convêm”. “não vos torneis causa de tropeço…
para a igreja de Deus.” E o que mais me impressiona é a declaração do
capítulo 8:12 quando Paulo diz: “E deste modo (referindo-se ao pecado do
escândalo), pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência
fraca, é contra Cristo que pecais.” Se ao ir ao cinema, escandalizo a
minha igreja ou o meu irmão, estou pecando contra Cristo, diz a Bíblia.
Segunda Razão:
Um princípio elementar, mas que não deixa de ser uma razão, é que ali é a “roda dos
escarnecedores”. Bem, você pode dizer que a “roda dos escarnecedores” está em todo lugar, no metrô, no ônibus, etc. Contudo, a “roda dos escarnecedores” do cinema é específica. O grupo que ali está, não está por uma necessidade, mas porque querem ir espontaneamente para satisfazer a si próprios e entreter o seu ego. Vão lá porque gostam e querem assistir ao filme, mas existe algo mais que o filme: como o ambiente, o escurinho, o silêncio, o som e o tamanho da tela. Tudo isso é planejado de uma maneira, não para fazer você assistir ao filme, mas para você entrar no filme.
escarnecedores”. Bem, você pode dizer que a “roda dos escarnecedores” está em todo lugar, no metrô, no ônibus, etc. Contudo, a “roda dos escarnecedores” do cinema é específica. O grupo que ali está, não está por uma necessidade, mas porque querem ir espontaneamente para satisfazer a si próprios e entreter o seu ego. Vão lá porque gostam e querem assistir ao filme, mas existe algo mais que o filme: como o ambiente, o escurinho, o silêncio, o som e o tamanho da tela. Tudo isso é planejado de uma maneira, não para fazer você assistir ao filme, mas para você entrar no filme.
Concordo com o salmista no Salmo 1:1, quando ele diz: “Bem-aventurado
o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho
dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Creio que o
cinema é uma roda específica de escarnecedores, que estão buscando um
tipo de prazer que só lá dentro alcançarão. Será que ao ir ao cinema não
estou me detendo no caminho dos pecadores?
Terceira Razão:
A escuridão do ambiente afeta tremendamente o ouvinte. Engraçado é
que ninguém percebe e acha normal. E é aí que a gente vê como o diabo é
sutil. O ambiente escuro é para ninguém ver ninguém, e para tentar
colocar na sua cabeça que aquela imagem é uma realidade só sua, feita
para você; ainda que seja só naquele momento. Seu subconsciente consegue
captar mensagens que podem afetar profundamente sua maneira de ver,
pensar e agir, baseado em imagens que muitas vezes nem sequer fazem
parte do nosso mundo real.
Normalmente, não gostamos da escuridão. Temos medo. E tão logo
entramos em um ambiente escuro, procuramos uma luz para acender.
Entretanto, no cinema, as trevas têm por objetivo captar a sua mente,
levando você a uma fantasia que não é a sua realidade. Pode parecer que
não, mas ver o filme no escuro do cinema, e ver no claro na sala de
estar da sua casa, faz uma grande diferença quanto à influência que você
recebe. E às vezes, essa influência é involuntária, você nem a percebe,
mas ela está lá. Ao escrever esta declaração, não estou defendendo a
liberação de qualquer filme em casa, mas tentando mostrar que,
definitivamente, o cinema não é um lugar para cristãos.
Quarta Razão:
O tamanho da tela gera uma imagem muito realística, que associada com
o escuro, exerce um poder fascinante, transportando você da sua
realidade para dentro de um mundo imaginário no filme. Como todo mundo
nesta vida de pecado tem sonhos, os filmes não são outra coisa senão os
sonhos dos seres humanos se tornando realidade. Daí porque o mundo está
fascinado com Hollywood. Jamais a tela de um televisor, por maior que
seja, vai exercer sobre você um poder tão fascinante como dentro do
cinema. Se fizermos uma pesquisa com duas pessoas, sendo que uma assiste
a dez filmes em casa, e depois dermos um questionário para elas
responderem, buscando ver o efeito dos filmes no subconsciente,
compreenderemos o poder do cinema, e por que a igreja está certa em
dizer que ele é pecado.
Quinta Razão:
O último motivo pelo qual o cristão não deve ir ao cinema é simples.
Eu até diria elementar, mas de uma sabedoria fantástica: “Na dúvida, não
ultrapasse.” Por que correr o risco, se o assunto é polêmico? Será que
jesus entraria com você no cinema? A mesma pergunta podeser feita quanto
à escolha que você faz dos seus filmes. Será que ele sentaria com você
napoltrona da sua casa e assistiria aos filmes que você está assistindo?
acho que, na dúvida, não é bom ultrapassar. Que sabe esse último
princípio, ainda que simples, possa salvar jovens que ainda não têm fé
suficiente para compreender os quatro princípios anteriores. Talvez você
não esteja convencido de que não deve ir, mas se a dúvida está no seu
coração, é mais seguro não ir. Para aqueles que não têm dúvida, e que se
sentem confortáveis em ir, achando que não há nada de mais, eu diria
que a sua consciência não é um guia seguro. Você pode até estar sendo
sincero no que faz, mas se caminhar na direção errada, perderá o jogo da
vida eterna.
Certa vez, li uma história em que a Coca-Cola resolveu fazer um teste
de marketing para testar o poder da imagem sobre o subconsciente das
pessoas. Na produção de um filme para o cinema, eles incluíram várias
vezes, no meio da projeção, rápidas imagens de uma garrafa de Coca-Cola .
Os flashes eram rápidos como um relâmpago e, embora as pessoas vissem
aquele rápido flash na tela, elas não conseguiam identificar a imagem.
Na saída do cinema, eles colocaram bancas de Coca-Cola para vender e, à
porta ,eles perguntavam às pessoas se elas podiam dizer o que viram na
imagem dos flashes. Ninguém conseguiu dizer o que tinha visto na imagem,
mas todos perceberam o flash rápido. Apesar de não terem notado a
imagem da garrafa de Coca-Cola, 70% daqueles que assistiram ao filme,
comprararm uma garrafa de Coca-Cola para beber, na saída do cinema. Os
outros 30% não compraram, mas confessaram que estavam com vontade de
beber. Essa experiência mostra que o poder do subconsciente de captar as
imagens é muito grande. Somos afetados sem perceber, e aí reside o
perigo.
Em minha opinião, a igreja está certa quanto a não ir ao cinema. Se
bem que também devemos cuidar muito com o que assistimos em casa.
Hollywood está determinando o comportamento da sociedade moderna e
criando filmes que, em lugar de entreter as pessoas, as levam a ficarem
insatisfeitas com a sua vida, porque elas vêem nos filmes um mundo de
sonhos e cores. A comparação é uma arma de Satanás para nos conduzir ao
pecado. Ele fez isso no Éden, tentando comparar o homem a Deus. E hoje
ele usa os meios mais sofisticados para levá-lo a comparar a realidade
da sua vida com a imagem fantasiosa dos filmes. Se a sociedade pudesse
imaginar o que existe por trás dessas produções, e como se situa o mundo
artístico, talvez nem assistisse aos filmes que por eles são
produzidos.
O critério para provar se um filme é bom ou não? Faça a pergunta:
Poderia Jesus assistir comigo? Sim ou não? Lembre-se de que lá no Céu
não existe o mundo imaginário dos filmes e das superproduções. Lá, sim,
nos encontraremos com a verdadeira realidade dos nossos sonhos, e a
tela, seja do cinema ou da TV, já não terá mais poder sobre nós, e nem
existirá, porque Aquele que é real, nos transformará para as realidades
eternas.
Pr. Dilson Bezerra Fontes:(Advento Blog e Blog Ação)